Renascimento

Flamengo, Corinthians, Atlético Paranaense, Palmeiras, Bahia, Atlético Mineiro, Grêmio, Fluminense, São Paulo, Internacional, Cruzeiro, Vitória, Botafogo, Coritiba… Todos esses clubes nasceram já entre os grandes. Alguns, frutos de fusões ou dissidências, já nasceram grandes.

O Vasco, não. O Vasco nasceu entre os pequenos, como um clube de portugueses que aceitou negros no elenco quando isso não era normal. A partir daí, o Vasco teve de construir sua grandeza. Foi campeão da Segundona carioca, mas provocou desconfiança da elite já estabelecida no futebol da então capital federal. Para ter sua inscrição aceita na primeira divisão, fez o impossível: construiu um estádio como São Januário – o maior do país – só com a ajuda de sócios, torcedores e simpatizantes.

Nas últimas décadas, esse Vasco que transmitia pioneirismo, ousadia e garra deixou de existir aos olhos de boa parte do público. Confundiu-se uma das instituições mais importantes de nosso futebol com seu dirigente, um dos mais lamentáveis que já deu suas ordens por essas paragens. Sua gestão corrosiva apequenou o grande Vasco, até que o time caísse de novo.

Foi na segunda divisão que o Vasco nasceu. Quem sabe se não é na segunda divisão que o Vasco renascerá?

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Equipe Trivela

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