Religião e futebol

O Real Madrid começou bem a temporada e tem em Diarra uma importante figura em seu meio-campo. Mas isso está abalado. Os muçulmanos entraram no Ramadã e o jogador malinês não pode comer ou beber durante o dia durante um mês.

Sua condição física fica prejudicada, mas o técnico Schuster pretende manter o jogador como titular nesse período, desde que sua carga de treinamento seja diminuída para poupá-lo. Mais ou menos o que já virou tradição na NBA com jogadores muçulmanos.

O curioso é que, semana passada, um judeu passou por situação parecida no Campeonato Espanhol. O israelense Aouate, do Deportivo de La Coruña, quase ficou de fora da partida contra o Getafe no domingo. Sábado foi o Yom Kippur (Dia do Perdão) e o goleiro ficou um dia sem comer.

Houve um esquema especial (como viajar no domingo de manhã para Getafe) para que Aouate pudesse jogar mas a torcida ficou apreensiva com a condição física do goleiro. O israelense foi o melhor jogador em campo.

Pensando rápido, lembro de dois outros casos no futebol espanhol. O goleiro argentino Roa chegou a abandonar a carreira (depois voltou atrás) por ser adventista e não poder, por questões religiosas, trabalhar aos sábados.

O outro é do Celta, que pediu o adiamento de um jogo marcado no Yom Kippur porque ficaria sem o israelense Haim Revivo. A liga manteve a data e o meia entrou em campo em jejum.

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Equipe Trivela

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