Quem pode, pode!

A eliminação da Roma para o Manchester United foi uma demonstração clara, inequívoca, da hierarquia futebolística existente hoje na Europa. Com um placar não tão dilatado, Sir Alex Ferguson se deu ao luxo de mandar a campo um time misto, poupando suas maiores estrelas e escalando o reserva Piqué para a zaga e o coreano Park Ji-Sung. Ainda assim, venceu.

A Roma não é um time ruim (longe disso), mas deixou claro por que Ferguson teve coragem de poupar jogadores em quartas-de-finais da Liga dos Campeões, visando um jogo decisivo contra o Arsenal no fim de semana. O técnico escocês sabia dos limites técnicos e de personalidade da Roma. A cobrança de pênalti de De Rossi foi um retrato de quão despreparado para vencer a LC é o time de Trigoria. Totti fez falta? Talvez. No ano passado, estava em Old Trafford e esteve longe de ser o “match-winner” preciso para ganhar uma LC.

Fosse contra o Milan – mesmo o Milan mambembe deste ano – contra o Real Madrid ou contra a Juventus, Ferguson nunca deixaria de escalar força máxima. A Roma é um grupo em evolução mas, por mais esperanças que tenhamos colocado nela, ainda é um time da segunda linha européia. Ferguson sabia disso e sabia que tem o time mais forte da Europa hoje. Entre os quatro semifinalistas, só o Liverpool – inferior tecnicamente, mas sensacionalmente determinado – parece apto a pará-lo.

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