Que mística?

Bastou acabar o jogo em Belo Horizonte para começar o papo da “mística” dos argentinos, principalmente em finals contra brasileiros. Pois bem, sem medo de errar: é uma bobagem falar em mística. Quem ganha, ganha porque é melhor. Mística é desculpa de perdedor.

A série de seis derrotas citada por todos começa em 94, quando o Vélez superou o São Paulo. O time do São Paulo era um time cansado, e, por outro lado, achava que já tinha ganho. Chilavert estava em grande fase, e, tanto o time era bom que ganhou do Milan em Tóquio.

Depois disso, até este ano todas as derrotas foram diante do Boca. O Boca era um timaço. Falar em mística é diminuir as qualidades de uma equipe que achou um modo vencedor de atuar, e jogou desta maneira por muitos anos, o que só a fortaleceu. Em 2000, Riquelme acabou com o jogo. Em 2003 o adversário era um grande time, mas que não jogava a Libertadores fazia muito tempo. E em 2007, o Grêmio foi longe demais ao chegar na final, o time era muito inferior ao do Boca.

Se falarmos das derrotas diante de não-argentinos, vale lembrar que um dos times que perdeu hoje está pra cair para a terceira divisão. O Flu era tão bom que quase caiu no ano passado e neste ano está para cair de novo.

Por fim, o jogo deste ano. O Cruzeiro é um ótimo time, mas seus jogadores acima da média são jovens, a não ser Kléber. O time não teve pegada, e a torcida, como já dissemos abaixo, não apareceu,. O Estudiantes foi melhor no futebol, aquele jogo em que onze caras de cada lado tentam colocar a bola no gol adversário. O resto é papo de bar.

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Equipe Trivela

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