Quando a gente fala…

Os seres humanos superiores preferem ser felizes do que estar certos. Não é o meu caso: sou um ser humano cheio de defeitos e comigo as duas coisas em geral acontecem juntas, fico feliz quando estou certo. E eu estava certo: o time do Sport não só não é o melhor do Brasil como, na Libertadores, é claramente o pior brasileiro.

Não é só a derrota em casa, até porque o Palmeiras fez sua melhor partida do ano, e Diego Souza sua melhor partida pelo Palmeiras – e que partida! É o fato de não ter em nenhum momento ameaçado a defesa verde, que fez também sua melhor partida do ano, mas que já “espirrou” antes quando foi enfrentada. Nesta quarta, porém, não houve quem a enfrentasse.

Ciro não jogou, e não há no time do Sport mais ninguém que poderia ter jogado. Se o lateral-direito do Palmeiras fosse um pouco melhor que o Capixaba, o jogo tinha virado 3 a 0 para o time paulista. Agora, em tese, “tudo igual” no grupo: A LDU ganhou em casa e perdeu fora, e os outros três compensaram fora as derrotas domésticas.

Isso quer dizer que o time do Sport é um lixo e tem que ser sacrificado? Claro que não: quer dizer que é um time que vinha jogando acima de suas possibilidades, e que tem que ter consciência disso. Muitos times conquistam títulos jogando acima de suas possibilidades, mas reconhecer as limitações é tão importante quanto trabalhar duro. Nada impede, por exemplo, que o time retome aquele espírito que vinha tendo, e vença o Palmeiras em São Paulo, mas a soberba não cai bem em nenhum time, menos ainda nos limitados.

Em outros cantos: muito estranho o atraso do Cruzeiro, que, ao que parece para quem não viu o jogo, levou a uma desconcentração que possibilitou ao Estudiantes fazer 2 a 0 rápido. Foi desorganização ou teve alguma sacanagem que eu não vi contra o time brasileiro?

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Equipe Trivela

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