Profissionalismo zero (2)

O presidente do Sevilla (Del Nido, se não me engano) é um gênio. Um cara que vende o Julio Baptista já pode ser considerado fenômeno, mas pelo valor que ele vendeu a “Bestia” e o Reyes, dava pra montar um time razoável – evidentemente, sem os dois. Só que agora o Sevilla está viajando, e em uma questão que impõe o poder escravocrata dos clubes, mesmo após o fim do passe.

Daniel Alves tem proposta pra ganhar mais no Chelsea. Porém, tem um contrato assinado com o Sevilla. O problema aí é um só: a multa rescisória de seu contrato, assim como a de muitos contratos por aí, não guarda nenhuma relação com o salário que recebe.

Não podemos comparar a situação de Daniel com outras, como a de Fred. O ex-jogador do Bahia serviu fielmente aos rojiblancos por bons anos, de maneira profissional. Agora, entretanto, tem a oportunidade de jogar em uma equipe maior, e de ganhar mais. Tem direito a isso, como qualquer trabalhador qualificado.

Imaginemos um executivo de primeira linha que trabalhe em uma empresa média de telefonia do interior da Espanha. Se conseguir se destacar e receber um convite para trabalhar em uma gigante da telefonia inglesa, pode até ter que pagar uma multa a seu empregador. Só que essa multa será proporcional ao salário que recebe. O que, no futebol, inexiste.

Se o Chelsea quisesse pagar meia dúzia de jujubas, tudo bem, mas claramente não é o caso. O Sevilla, porém, exige mais de 35 milhões de euros para liberá-lo! Ganância exagerada, e total falta de profissionalismo. Resquícios, aliás, do escravismo. Depois o cara fica puto e para de jogar, vão dizer que é marra de brasileiro…

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Equipe Trivela

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