Praga

“Não existe um italiano negro”. No dia 18 de abril de 2009, um grupo de torcedores da Juventus foi capaz de cantar isso para Mario Balotelli, atacante da Inter, durante uma partida de futebol. A praga do racismo continua sendo alimentada pela ignorância e pela impunidade.

Pode ser uma tentação apontar o dedo para Balotelli e para seu caráter provocador em um momento assim – como chegou a insinuar Buffon, em declarações que poderia ter evitado. Mas dar qualquer justificativa para o absurdo comportamento de parte do público no Olímpico de Turim é oferecer álibis que eles não merecem.

Adianta apenas mandar fazer um jogo com portões fechados, como foi decidido nesta segunda-feira, ou aplicar multas irrisórias? A verdade é que sobra discurso e faltam atitudes práticas. O presidente interista Massimo Moratti disse que teria retirado o time de campo se estivesse no estádio. Será mesmo?

Punições mais severas, como retirada de pontos, são imperativas para que casos do tipo não se repitam. No mundo ideal, os ignorantes compreenderiam o absurdo de sua postura ao notar a repercussão negativa. Mas talvez eles só mudem de comportamento quando souberem que podem prejudicar o próprio time.

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