Poderoso Timão

Não, o Corinthians não está tão poderoso assim como a torcida alvinegra quer imaginar. A liderança do Brasileirão é incontestável. O time está jogando muito bem, Tite acertou o esquema e vem em uma sequência excelente. Mas em uma competição longa como esta, é preciso olhar à frente.

No ataque tudo bem. O Timão tem Liedson, um dos melhores atacantes do futebol brasileiro na atualidade, William, que já provou ter grande valor, Jorge Henrique, útil a qualquer time do país, Emerson, um bom reserva, e ainda aguarda Adriano. Tevez? Reforçaria espetacularmente o melhor setor corintiano.

Na armação da equipe a situação também é tranquila. Considerando o 4-2-3-1 do Tite, Danilo e Alex se revezam na armação, quando não atuam juntos e o esquema é alterado. Morais compõe bem o banco de reservas. Quando chegamos nos volantes, porém, começamos a ter problemas. Ralf e Paulinho formam a melhor dupla em atividade no Brasil. Mas quem são os reservas? Cachito Ramírez, Edenílson, Moradei, Bruno Octávio e Nenê Bonilha. Destes, apenas os dois primeiros demonstram ter potencial alto, mas jogam apenas na função de Paulinho.

Já a defesa… bem, a defesa corintiana é um caso à parte. Melhor do Brasileirão até agora com apenas quatro gols sofridos, é também o setor que mais gera dúvidas para o corintiano. Mas como, se demonstrou tanta eficiência até agora? Porque é formada por jogadores comuns, bem entrosados e posicionados, mas comuns. Alessandro, Weldinho, Fábio Santos, Ramón, Chicão, Leandro Castán, Paulo André, Wallace… nenhum de Seleção Brasileira, por exemplo. No gol, Júlio César, com a sombra de Renan, voltou a jogar bem.

O Corinthians tem um time titular muito bom, mas um elenco apenas mediano. Já é notória a exigência do Brasileirão de pontos corridos por equipes com grupos fortes. Contusões acontecerão, assim como suspensões e prováveis negociações de atletas. O “problema” é que Tite, na ânsia de apoiar seu elenco de qualquer modo, subestima as carências do plantel – na defesa, principalmente, onde reforços nunca são cogitados.

O que pode ser um fator de “sorte” é a ausência de outros elencos potentes no torneio. Mas o Flamengo, por exemplo, outro candidato ao troféu, se mexe para posições consideradas carentes – coincidentemente, todas defensivas também.

De qualquer modo, o alvinegro do Parque São Jorge é, sem dúvida alguma, um dos favoritos ao título do Campeonato Brasileiro neste ano. Só não é o favorito absoluto, posto vago até agora na competição.

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Equipe Trivela

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