Peñarol: dá para sonhar?

Cinco vezes campeão do continente, o Peñarol chega à Libertadores 2011 com uma difícil missão: resgatar as glórias de outrora. Desde 1987, após seu último título do maior torneio de clubes da América do Sul, os aurinegros só vivem de conquistas em solo uruguaio – mesmo assim poucas. Para se ter uma ideia, nos anos 2000 foram apenas dois campeonatos nacionais, um em 2003 e outro em 2010.

Ausente da última Libertadores, eliminada nas oitavas de final da Sul-Americana pelo Goiás e sexta colocada no Apertura 2010, a equipe uruguaia decidiu se reforçar para a edição do torneio continental deste ano. Só neste início de temporada já são sete contratados. O mais badalado deles certamente é o goleiro Fabián Carini, mas apesar do nome o arqueiro deve ser reserva de Sebastián Sosa. Outros nomes, como o volante Torres, os meias Luis Aguiar e Matías Mier e o atacante Olivera já começam o ano com vaga entre os titulares.

De fato o Peñarol precisava se reforçar, mas o fato de ter tantas caras novas de uma vez pode causar alguns problemas até o treinador Diego Aguirre, ex-comandante da seleção uruguaia sub-20 e no comando dos aurinegros desde 2010 (menos no segundo semestre, quando foi substituído por Manoel Keosseian, que não durou muito no cargo), dar cara à equipe e os jogadores desenvolverem o entrosamento ideal. Pelo menos para o início do ano, Aguirre acena com a formação de um 4-4-2 ortodoxo.

A equipe uruguaia deverá ser montada com uma linha de quatro defensores, provavelmente Corujo, González, Rodríguez e Albin, dois homens mais marcadores na faixa central, Torres e Freitas ou Freitas e Domingo, dois velocistas pelos lados do campo, Estoyanoff e Matías Mier, e dois atacantes: Diego Pacheco, com mais mobilidade, e Juan Manuel Olivera, grandalhão de 1,91m, mais preso dentro da área. Reforços e estilo de jogo à parte, a chave é complicada para o Peñarol, sobretudo se for confirmada a presença do Independiente.

Elenco:

Sebastián Sosa, G (URU)
Fabián Carini, G (URU)
Leandro Gelpi, G (URU)
Jorge Fleitas, G (URU)

Matías Corujo, D (URU)
Yonny Peralta, D (URU)
Gonzalo Camargo, D (URU)
Emiliano Albín, D (URU)
Walter López, D (URU)
Emilio MacEachen, D (URU)
Alvaro Marquez, D (URU)
Darío Rodríguez, D (URU)
Gerardo Alcoba, D (URU)
Guilermo Rodríguez, D (URU)
Alejandro Gonzalez, D (URU)

Agustín Gutierrez, M (URU)
Jhony Galli, M (URU)
Nicolás Domingo, M (ARG)
Edison Torres, M (URU)
Facundo Guichón, M (URU)
Heber Collazo, M (URU)
Pablo Cepellini, M (URU)
Nicolás Freitas, M (URU)
Luis Aguiar, M (URU)
Matías Mier, M (URU)

Fabián Estoyanoff, A (URU)
Antonio Pacheco, A (URU)
Diego Alonso, A (URU)
Cristian Palacios, A (URU)
Alejandro Martinuccio, A (URU)
Juan Manuel Olivera, A (URU)
Cristian Mejía, A (COL)

Momento histórico contra um brasileiro:

Peñarol bicampeão da Libertadores, 1960 e 61, batendo na segunda decisão o Palmeiras

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