Palmas, cumprimentos, rojões. E o título no bolso

Críticas quando devidas, mas elogios quando merecidos: ao contratar Vagner Love e manter a promessa de não vender nenhum jogador (Mozart não é jogador, certo?), o presidente do Palmeiras dá um gigantesco passo na direção de mostrar que é, de fato, muito diferente de seus pares. Love foi tentado – e anunciado – por todos, e trazê-lo de volta ao Brasil é um feito comparável, e talvez até mais importante, do que trazer Ronaldo.

Belluzzo merece, portanto, palmas e cumprimentos. Não falou o que não pretendia cumprir, e nem jogou para a torcida. Mostra, enfim, o que todos esperávamos que pudesse mostrar: seriedade e competência administrativa sem par no nosso futebol.

Ainda que não se possa comparar as figuras e nem as administrações, é bom dizer também que o Corinthians, com Marcelo Mattos e De Federico, tem tudo para fazer frente a esse Palmeiras. Vendeu bem as peças que não poderia segurar, e contratou bem seus substitutos – ainda que Mattos não cumpra todos os papéis que Cristian vinha cumprindo. É verdade que, ao contrário do rival, Andres Sanchez joga, e muito, para a torcida, mas o que importa é que o time está sendo bem cuidado, até onde se sabe, de maneira honesta.

Com Love no time, o Brasileirão está metade no bolso do Verdão. Se ficar para a Libertadores, teremos uma reedição dos grandes embates entre Pameiras e Corinthians do final da década passada.

E aí, Marco Aurélio Cunha, acho que hoje você vai para a Câmara fingir que futebol não é com você, né?

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Equipe Trivela

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