Palermo: Ruim, ma non tanto

por Henrique Moretti

A temporada 2007/08 do Campeonato Italiano começou para o Palermo com um paradoxo. A derrota na estréia diante da Roma, em pleno Renzo Barbera, ficou claramente aquém das expectativas da fanática torcida rosanera. Ao mesmo tempo, porém, o bom segundo tempo deixa boas perspectivas para a seqüência da competição.

Alguns motivos podem ser apontados a fim de que o palermitano tenha confiança no futuro de sua equipe. Primeiro, porque perder para a Roma não é demérito algum – inclusive na última Série A, os sicilianos sofreram um 4 a 0 no Olímpico, quando figuravam entre os líderes do Calcio. Derrota que viria a se repetir, por 2 a 1, no returno. Além do mais, especificamente esta nova Roma está fortíssima, pois praticamente manteve a base (exceção feita a Chivu) e ainda trouxe jogadores que dão profundidade ao plantel de Luciano Spalletti. Desse modo, tem tudo para, desta vez, brigar pelo scudetto de igual para igual com os financeiramente mais poderosos Inter e Milan.

Em segundo lugar, falando mais especificamente do desempenho rosanero, a equipe mostrou bom futebol na segunda etapa, depois do péssimo início de jogo – em 27 minutos a Roma já tinha construído o placar final. O fato é que Stefano Colantuono escalou mal a equipe, ao jogar com 4 volantes de origem, dois deles efetuando funções a que não estão acostumados (Tedesco e Jankovic). Simplicio e Guana protegiam à zaga, ou deveriam fazê-lo, já que também não obtiveram sucesso. Um Miccoli apagado e um Amauri sem seu melhor ritmo de jogo ainda contribuíram para a derrocada, bem como a atuação de Capuano. O lateral-esquerdo barrou Dellafiore, mas na verdade nem os dois, nem Pisano conseguem suprir a carência na posição, que necessita de ao menos um reforço.

Na segunda etapa, o ex-técnico da Atalanta fez boas substituições, sacando Tedesco e Jankovic para as entradas de Bresciano (que mesmo sem estar 100% fisicamente não pode ser reserva) e Cavani. O Palermo melhorou bastante, apesar de os primeiros minutos terem sido dominados novamente pela squadra da capital, que obrigou o goleiro Fontana a pelo menos duas boas intervenções. Migliaccio entrou em seguida, no lugar de Guana, em mais uma alteração ofensiva de Colantuono.

Com o tempo os rosaneri se ajustaram em campo, tendo Cavani aberto pela direita e Miccoli pela esquerda, com Migliaccio organizando melhor o jogo. Desse modo, Amauri não esteve tão isolado e passou a participar mais, especialmente em arrancadas. No mínimo, três chances claras de gol foram criadas: Miccoli acertou a trave de Doni, que ainda fez milagre em chute à queima-roupa de Cavani e viu Rinaudo, sozinho, desperdiçar cabeceio após cobrança de escanteio.

O maior volume de jogo fez o Palermo merecer ao menos um gol, que, entretanto, não veio. Mesmo assim, ficam boas perspectivas para a próxima partida, contra o Livorno, que estreou sofrendo goleada da Juventus; a volta do “selecionável” Diana, que estava suspenso, pode ajudar, enquanto Bresciano não deve ficar novamente no banco, o que aumenta de forma considerável o poder de fogo do clube quinto colocado na última temporada.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo