Os últimos serão… os últimos!

O sol voltava a raiar no Vig Vrother Bárzea. Afinal, Ronaldinho Gaúcho foi o eliminado no último paredão e a nuvem negra que sempre paira sobre a Gávea foi-se embora de cima da mansão. O adeus do Gaúcho acabou por desencadear efeitos longe dali pouco depois. Se (W)Vanderlei(y) Luxemburgo resistiu até mesmo ao cheiro do “peidogate”, ele não foi tão resistente na volta do Dentuço aos vestiários rubro-negros. O funk “Uh, uh, papai chegou” passava a embalar a concentração. Véri Uél, mai lirou son!

Já dentro da casa do VVB, o clima era de concentração para a definição do mais novo líder. Desta vez, Jérôme Valcke preferiu não inventar muito – suas atenções estavam voltadas para outras provas, as da ISL contra a Fifa. Os vrothers entrariam em uma pista de 800 metros para definir o mais rápido e, consequentemente, o novo rei do pedaço.

Corredores a postos, os primeiros eliminados na tarefa não conseguiram avançar nem mesmo 800 centímetros. Fred exagerou na noite anterior, após a frustrante derrota para o Boavista, e acabou queimando a largada. Carlos Alberto Predador, ainda em pré pré-temporada, preferiu evitar a fadiga e nem se esforçar. Totti até conseguiu dar dois passos, mas a artrite impediu que o idoso capitano avançasse além disso, enquanto John Terry se contundiu ao calçar as sapatilhas. O tempo na geladeira do Manchester City também congelou Carlitos Tevez logo no início. Longe da idade ideal para uma prova desse tipo e também longe de ser um atleta em seus tempos de juventude, José Mourinho se esforçou em vão.

A prova chegou a sua metade e apenas três vrothers seguiam no páreo: Adriano, Mario Balotelli e Zlatan Ibrahimovic. O Imperador aproveitava sua forma cilíndrica para ir rolando pela pista, enquanto o italiano e o sueco corriam de maneira convencional: com as pernas. No entanto, Jérôme Valcke optou por desclassificar o roliço corintiano, avaliando que aquela forma de locomoção não respeitava as normas da IAAF.

Balotelli e Ibra mantinham o mesmo ritmo e, emparelhados, passaram juntos pela linha final. Monsieur Valcke não conseguiu anotar a placa de nenhum dos dois e ficou a indecisão: quem ganhou a liderança? O jeito seria recorrer ao vídeo. Contudo, o processo para assistir às imagens não seria simples assim. Os velhinhos da International Board invadiram a casa contra a revisão: “Isso é um despautério contra a história do esporte bretão”. Os respeitáveis senhores só se acalmaram quando a produção ofereceu chá com bolachas, acompanhados por uma boa partidinha de bingo. Situação controlada, foi só dar uma espiadinha no replay e confirmar: por um nariz de vantagem, Ibrahimovic era o novo líder. Parabéns ao vencedor!

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Equipe Trivela

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