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Os professores da Copa – Parte II

Grupo E
Holanda
Bert van Marwijk (19 de maio de 1952)

Lambertus van Marwijk foi jogador, sim. E pode até dizer que jogou uma partida pela Oranje que agora treina. Mas foi como treinador que o nativo de Deventer alcançou sucesso maior. A carreira foi iniciada e construída com passagens por pequenos clubes, mas Van Marwijk despontou mesmo na passagem pelo Feyenoord. Para começar, um vice-campeonato nacional, na temporada 2000/01. E, finalmente, o apoteótico título da Copa Uefa 2001/02, último título continental de um clube holandês.

O técnico ficou no Stadionclub até 2004, quando se transferiu para o Borussia Dortmund. Mas Van Marwijk não deu certo, sendo demitido em 2006. Restou o retorno ao Feyenoord, em junho de 2007. Mas, tão logo Marco van Basten confirmou que não ficaria na Holanda após o fim da Euro 2008, Bert teve seu nome logo anunciado como novo treinador. E na Oranje, treina, entre outros, seu genro, Mark van Bommel. E, mesmo com o desafio de fazer o time render na Copa, tudo vai bem: o contrato já está renovado até 2012.

Dinamarca
Morten Olsen (14 de agosto de 1949)

Se, além dos irmãos Laudrup e de Peter Schmeichel, o futebol dinamarquês tem um jogador símbolo, é exatamente o homem que agora comanda a seleção. Dos seus quase 61 anos de idade, Olsen serve à seleção, como jogador ou como técnico, desde 1970, quando fez sua primeira partida, contra a Noruega, em setembro daquele ano. Não é exagero dizer: a Dinamarca é treinada por um dos jogadores mais importantes de sua história.

Olsen já havia se notabilizado como jogador: já veterano, foi um dos destaques da lendária “Dinamáquina”, que fez bonito na Euro 1984 e na Copa de 1986. Como técnico, iniciou a carreira sem tanta repercussão, passando por Brondby e Colônia. No Ajax, a carreira decolou, com um campeonato e uma copa nacional conquistados. Mas, devido a problemas com jogadores, o nativo de Vordingborg foi demitido do clube holandês.

Mesmo assim, já havia acumulado estrada suficiente para, em 2000, ser nomeado o treinador da seleção. Passou por fases ruins – após a ausência da Copa de 2006 e da Eurocopa de 2008, chegou a anunciar que deixaria a seleção. Mas ficou, levou o time para o Mundial e já renovou contrato até a Euro 2012. A longa relação entre Morten Olsen e a seleção dinamarquesa continua. Até que os resultados os separem.

Japão
Takeshi Okada (25 de agosto de 1956)

Exemplos de técnicos que começaram na carreira treinando a seleção de seu país? “Dunga”, dirão alguns. “Klinsmann”, dirão outros. Pois Takeshi Okada também foi assim. Após uma discreta carreira de jogador, o técnico chegou à seleção nipônica (que defendeu por cinco anos em 1997. E ficou marcado na história: comandou a equipe também na primeira participação em Copas do Mundo, na França, em 1998.

Depois, Okada seguiu sua carreira por clubes. Após o anonimato no Consadole Sapporo, veio a boa fase no Yokohama Marinos: em 2003 e 2004, dois títulos da J-League e duas eleições como melhor técnico do país. O técnico deixou o clube em 2006, e sua carreira ficou novamente em banho-maria. Mas ninguém contava com o AVC que vitimou o sérvio Ivica Osim, que vinha treinando a seleção japonesa. Era hora de contar com Okada, que foi chamado às pressas, em dezembro de 2007, para substituir Osim. Nas Eliminatórias, poucos problemas, e Okada estará em mais uma Copa. Resta saber se, agora, mais experiente, virá uma campanha mais honrosa.

Camarões
Paul Le Guen (1º de março de 1964)

Comandar os Leões Indomáveis pode significar um salto na carreira do francês nascido em Pencran, na região da Bretanha. Afinal de contas, se havia conseguido um primeiro impulso, enquanto comandava o Lyon, a malograda passagem pelo Rangers colocou muitas dúvidas sobre o nome de Le Guen, que fez carreira razoável como jogador, com boa passagem pelo Paris Saint-Germain, mesmo sem tanto sucesso na seleção francesa.

Carreira encerrada, em 1998, Le Guen já iniciou-se como treinador, comandando o Rennes. Mas a bonança começaria em 2002, com a chegada ao Lyon. Ali, ganharia três vezes consecutivas o Campeonato Francês e a Supercopa da França, solidificando o time que alcançaria o heptacampeonato e a dominação do OL no país. Então, um dia depois de ter vencido o quinto título, seu terceiro no clube, Le Guen anunciou a saída do Lyon. E optou por aceitar a proposta do Rangers. Escolha errada: maus desempenhos no Campeonato Escocês, além de desentendimentos com jogadores como Barry Ferguson, minaram o desempenho do francês, que deixou o clube no início de 2007.

Pouco tempo depois, Le Guen acertou a ida para o Paris Saint-Germain, que corria sério risco de rebaixamento na Ligue 1. Começou bem, mantendo um time ameaçado pelo rebaixamento na Ligue 1 e vencendo a Copa da Liga 2007/08. Mas a irregularidade dos resultados acabou com nova demissão. Mas, em julho de 2009, surgiu o contato da seleção de Camarões, que passava por dificuldades nas Eliminatórias para a Copa. Le Guen aceitou. Conseguiu dar um mínimo padrão de jogo à equipe. E recuperou-se para chegar à vaga na Copa. E é de uma boa campanha na Copa que Le Guen depende para voltar, quem sabe, a ter o caráter promissor dos tempos de Lyon.

Grupo F
Itália – Marcello Lippi
Paraguai – Gerardo Martino
Nova Zelândia – Ricki Herbert
Eslováquia – Vladimir Weiss

Grupo G
Brasil – Dunga
Coreia do Norte – Kim Jong-Hun
Costa do Marfim – Sven Goran-Eriksson
Portugal – Carlos Queiroz

Grupo H
Espanha – Vicente del Bosque
Chile – Marcelo Bielsa
Honduras – Reinaldo Rueda
Suíça – Ottmar Hitzfeld

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Equipe Trivela

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