Once Caldas: Agora, vivendo do presente

Henao, Rojas, Vanegas, Cataño e García: Viáfara, Velázquez, Arango, Soto e Valentierra; Agudelo. Não adianta: quando se menciona o nome do Once Caldas, é este time-base que vem à cabeça. Também, pudera. A vontade e a aplicação que os Blancos apresentaram naquela Copa Libertadores de 2004 não tinha limites. O Santos com Diego e Robinho? Não resistiu. O São Paulo de Rogério Ceni e Luís Fabiano? Também sucumbiu à pressão que a torcida fazia no Palogrande, em Manizales. E na final, contra o então temível Boca Juniors? Os Xeneizes erraram todas as cobranças, na decisão por pênaltis. E aquele time colombiano pequeno foi um surpreendente campeão sul-americano.

Mas o tempo passa. E alguns sonhos acabam. O do título mundial, por exemplo, durou bastante, numa partida equilibrada contra o Porto, mas encerrou-se em outra decisão por pênaltis. A tentativa de conquistar o bicampeonato sul-americano, em 2005, não passou das oitavas de final, com a queda para o Tigres. E o Once Caldas ficou apenas lembrando de 2004. E caindo pelas tabelas. A equipe ficou longe do título colombiano, desde então. Nunca chegou a passar perigos grandes, mas, não raro, caiu para a parte de baixo da tabela.

Até que o time se conscientizou de que precisava viver novos tempos. Eles começaram em 2009, quando a equipe voltou a conquistar o título colombiano, vencendo o Apertura sobre o Atlético Junior, e garantiu vaga na Libertadores do ano passado. Conseguiu avançar para as oitavas de final, caindo para o Libertad. Mas a autoestima já fora recuperada. E aumentaria ainda mais no final do ano: em 19 de dezembro de 2010, o time superou o Deportes Tolima e venceu o Finalización, indo de novo à Libertadores.

E há razões para que o time sonhe em passar de fase. Como lembranças de bons tempos, Henao e Arango estão novamente no Once, como reservas. Agora, a vez é de gente como o goleiro Luis Enrique “Neco” Martínez. Ou dos meias Harrison Henao e Félix Micolta – já que Jaime Castrillón, o principal armador, saiu rumo ao Independiente Medellín. E, principalmente, a vez é de Dayro Moreno, terceiro maior artilheiro da história do clube e grande destaque na conquista do Finalización. Enfim, há condições para que, cada vez mais, o time de Manizales perceba que a vida continuou após 2004.

Elenco:

1 – Juan Carlos Henao, G (COL)
12 – Jorge Lenis, G (COL)
25 – Luis Enrique Martínez, G (COL)

2 – Felix Micolta, D (COL)
3 – Alexis Henríquez D, (COL)
4 – Elkin Calle, D (COL)
5 – Diego Amaya, D (COL)
15 – Oliver Fula, D (COL)
16 – Luis Núñez, D (COL)
19 – Carlos Ramírez D, (COL)
23 – Jefferson Cuero, D (COL)
24 – Yedinson Palacios, D (COL)

6 – Harrison Henao, M (COL)
8 – Arnulfo Valentierra, M (COL)
9 – Yesinguer Jiménez, M (COL)
10 – Victor Córdoba, M (COL)
11 – Matías Mirabaje, M (URU)
13 – Alexander Mejía, M (COL)
14 – Diego Arango, M (COL)
20 – Mario Gonzales, M (COL)

7 – Carlos Carbonero, A (COL)
17 – Dayro Moreno, A (COL)
21 – Wilson Mena, A (COL)
22 – Jhon Pajoy, A (COL)

Momento histórico contra um brasileiro:

Vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, no jogo de volta das semifinais da Libertadores de 2004, com gol de Agudelo no último minuto, que levou o Once Caldas à decisão do torneio

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