Omã: futuro promissor

No último dia 17 de janeiro, a seleção de Omã conquistou pela primeira vez a Copa do Golfo. Anfitriões da competição, os omanianos se sagraram campeões ao derrotar a Arábia Saudita nos pênaltis, por 6 a 5, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Ao longo da campanha, a equipe comandada pelo treinador francês Claude Le Roy não sofreu um gol sequer. Após estrear com um empate por 0 a 0 diante do Kuwait, Omã venceu o Iraque, por 4 a 0, o Barein, por 2 a 0 e o Catar, na semifinal, por 1 a 0, antes de chegar à decisão diante dos sauditas. Para muitos, essa foi a maior conquista esportiva da história do país, que teve a sua federação nacional de futebol fundada em 1978 e filiada à FIFA em 1980.

O futebol omaniano nunca havia conseguido resultados expressivos no cenário internacional. O país jamais disputou uma Copa do Mundo. E ainda não será em 2010 que isso irá acontecer. Isso porque a seleção não conseguiu se classificar para a fase final das Eliminatórias Asiáticas, onde foi eliminada na Terceira Fase.

Após fracassar na tentativa de ir para o Mundial, a federação de futebol de Omã contratou o treinador Claude Le Roy, em julho do ano passado, para o lugar do uruguaio Julio Cesar Ribas. O experiente técnico francês, que é uma espécie de “cigano” do futebol, já dirigiu diversas seleções nacionais. A sua experiência mais interessante foi em Camarões, onde teve papel importante na evolução daquela seleção, com quem conquistou a Copa Africana de Nações de 1988. Ele voltou ao comando de Camarões em 1998, na Copa do Mundo da França.

Le Roy chegou com a missão de fazer de Omã uma seleção importante no cenário asiático. Para isso, ele conta com uma equipe jovem e com talentos interessantes. A maioria dos atletas da seleção omaniana atuam em ligas mais fortes da região do golfo pérsico, como Emirados Árabes, Catar e Kuwait, o que tem contribuído para a evolução do futebol no país. Mas ainda é raro jogadores da região terem oportunidade de ir para a Europa. Em Omã, o único que atua no velho continente é o goleiro Ali Al-Habsi, que há quatro anos defende o Bolton Wanderes, da Inglaterra.

O principal jogador da seleção de Omã é o maio-campista Fawzi Basheer, de 24 anos, que joga no Kazma, do Kuwait. Outro destaque da equipe é o meia Hassan Rabia, também de 24 anos, que foi o artilheiro da Copa do Golfo. Rabia é um dos poucos integrantes da seleção que atua dentro do país. Ele defende o Al-Nahda.

Com um treinador experiente, um grupo jovem e o investimento do governo, o futebol em Omã deve evoluir nos próximos anos. Atualmente o país ocupa o 87° lugar no ranking da FIFA. A próxima boa chance de melhorar essa colocação será na Copa da Ásia, que será disputada em 2011, no Catar. Mas o grande desafio dessa geração de Omã será classificar a seleção para uma Copa do Mundo. Depois de fazer frente aos rivais do Golfo Pérsico, já parece possível imaginar os omanianos conquistando a vaga para a Copa de 2014.

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