O’Hara: enfim no White Hart Lane

Jermaine Jenas, Didier Zokora, Tom Huddlestone e Kevin-Prince Boateng. Como se vê, conseguir um espaço entre os meias-centrais do Tottenham Hotspur, indiscutivelmente, é uma árdua tarefa. Jamie O’Hara, promessa das categorias de base dos Spurs, vai contando com o suporte expressivo de Juande Ramos, que após chegar em White Hart Lane, fez do aproveitamento imediato de O’Hara uma de suas primeiras iniciativas.

Oportunizado pelo técnico espanhol, Jamie não deu razões para críticas. Meia-central de muita personalidade, consegue aliar muito bem a combatividade que a posição exige a um estilo diferenciado de tratar a bola com o pé esquerdo. O canhotinho nascido em Dartford, pequena cidade próxima à Londres, enfim ratificou sua presença entre as escolhas habituais do time principal do Tottenham. Promessa das seleções de base inglesas, O’Hara precisou mostrar futebol em outros lugares para cavar seu nome no White Hart Lane.

Empréstimos experimentais

Sem espaço no elenco principal do Tottenham, o garoto O’Hara teve de fazer o caminho mais natural para quase todas as jovens promessas de clubes grandes europeus. Mesmo tendo performances expressivas com o time reserva dos Spurs, ele nunca foi muito aceito por Martin Jol, e então precisou ser rapidamente emprestado ao modestíssimo Chesterfield, representante da quarta divisão no futebol inglês.

A passagem de Jamie O’Hara pelo Chesterfield foi bastante breve. Em pouco mais de três meses – entre janeiro e maio da temporada 2005/06, o meia conseguiu mostrar suas qualidades, anotando cinco gols em dezenove jogos e mostrando suficiente potencial para ter seu nome ao menos cogitado como opção no plantel principal.

Ainda assim, mais de um ano se passou sem que Martin Jol oferecesse oportunidades para Jamie O’Hara. Dessa forma, o garoto migrou do norte para o sudoeste londrino, sendo emprestado pelo Tottenham ao Millwall, bastante conhecido pela torcida fanática e a rivalidade com o West Ham, mas apenas na terceira divisão do futebol inglês. Por lá, O’Hara também teve uma breve passagem, todavia, seguida com atenção por Juande Ramos.

Chegando ao White Hart Lane, o treinador espanhol tratou de integrar Jamie O’Hara ao plantel principal do Tottenham. Em uma equipe de claras fragilidades psicológicas, O’Hara impôs um choque de personalidade no meio-campo dos Spurs, atuando com desenvoltura, qualidade técnica e muita naturalidade para um garoto de 21 anos.

Solidificado em Lane

Recrutado para o time de cima, Jamie O’Hara ganhou as primeiras oportunidades saindo do banco em duas partidas, contra Portsmouth e Manchester City, esta pela Copa da Liga, onde os Spurs defrontarão o Chelsea na finalíssima. Contra os Blues, O’Hara foi um dos melhores em campo e ganhou, de presente, a titularidade para o jogo seguinte. Seu primeiro grande momento como titular foi simplesmente frente ao Arsenal, no Emirates Stadium. Ainda que derrotado, o Tottenham fez um ótimo jogo e o debutante não fez feio.

Curiosamente, ainda quando adolescente, O’Hara trocou as categorias de base do Arsenal pelas do Tottenham, caminho que sempre gera polêmicas e controvérsias.

Desde dezembro, O’Hara é utilizado com regularidade na rotação de elenco imposta por Juande Ramos. No setor onde briga por posição, a meia-central, apenas o selecionável Jermaine Jenas tem lugar cativo. Em comparação aos seus demais concorrentes, Jamie O’Hara não tem nada a desejar.

Para um garoto de 21 anos e que já precisou jogar na terceira e na quarta divisão, terminar a atual temporada no elenco principal do Tottenham, por si só, já irá representar uma grande vitória. Conhecido por experimentar jovens e extrair futebol deles, Juande Ramos certamente detectou potencial em Jaime O’Hara. Nos jogos feitos até aqui, ninguém teve motivos para se decepcionar.

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Equipe Trivela

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