O poder da imprensa

Se é possível encontrar algo de positivo no inflado caso Isabella, coberto e superdimensionado de maneira absurdamente ridícula por quase toda a mídia, trata-se justamente do comprovado poder da imprensa.

A cada novo capítulo da asquerosa novela, dezenas e centenas de desocupados se mobilizaram para ameaçar a integridade física do pai e da madrasta da garota. Isso, claro, não ocorreria se houvesse sido dada ao caso uma atenção normal. A cada dia, no Brasil, sabe-se lá quantas centenas de pessoas morrem assassinadas. E nada se faz.

A mobilização da imprensa – se é que pode ser chamada assim -, poderia servir para outras situações. Poderíamos cobrar nossos governantes, lideranças fortes, empresários picaretas e até cartolas como Eurico Miranda e Ricardo Teixeira.

A coisa chegou ao ponto absurdo de, durante São Paulo e Nacional, nesta quarta, o jogo ser interrompido ao vivo para que se mostrasse o casal assassino sendo preso. Para piorar as coisas, foi bem nessa hora que Adriano fez o gol. E o absurdo: a transmissão não cortou a imagem para mostrar o gol são-paulino! O telespectador que via o jogo foi feito de idiota.

Por ora, o comprovado poder da imprensa continuará ao dispor da audiência e do sensacionalismo. Já que os assassinos foram presos, que a novela termine de vez. Pelo menos essa.

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Equipe Trivela

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