O novo técnico do Grêmio

Considero Paulo Autuori um dos melhores técnicos do Brasil, e queria que ele fosse o técnico da Seleção. Ainda assim, é muito esquisita a obsessão do Grêmio pelo ex-treinador do Inter.

Para começar, Autuori não tem o “estilo Grêmio”, aquilo que há em comum entre Tite, Roth, Mano Menezes e Felipão. Além disso, não é gaúcho, não tem história no clube. E, para completar, está empregado, e não está disponível antes do final de maio. Com isso, o Tricolor pensa até em ter um auxiliar seu no posto até que ele possa se liberar.

Diante deste quadro, não consigo entender qual é a restrição a Renato Gaúcho. Herói do time, gaúcho, com bons trabalhos recentes no currículo, certamente no Grêmio teria a oportunidade de se afirmar de vez como treinador competente, e não apenas folclórico. E é o preferido da torcida, que, todo mundo no Sul sabe, é quem manda no time.

“Você queria no seu time?” Não, no meu time eu queria o Autuori. Mas o Renato não é ídolo do meu time, e o meu time não é o Grêmio. Ambos seriam apostas para a equipe, com taxa de risco parecida demais. A demora em definir, portanto, desempata a parada a favor de Renato.

O Grêmio já errou ao manter Roth e depois demiti-lo. Erra de novo ao desprezar os valiosos dias de preparação que um novo técnico poderia ter nessa reta final da Gauchão, do qual o time está fora.

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