O novo rei do VVB

Depois de um dia sem preocupações na casa, os vrothers voltaram à rotina de competição no VVB. Afinal, é na quinta-feira que acontece a prova do líder! Era acabado o reinado de Francesco Totti, que deixou um legado pouco respeitável. Não teve sucesso ao mandar John Terry para o paredão e, para piorar, viu Pablo Osvaldo e Érik Lamela brigando para ver quem seria o novo chefão do vestiário da Roma. A se lamentar.

Depois de uma semana fazendo o papel de apresentador, Jérôme Valcke pediria uma ajuda valiosa para a segunda prova do líder. A produção d’A Várzea decidiu desenterrar do “Baú” o extinto programa Gol Show. Com o aval do Patrão, o velho canhão foi montado no quintal da casa. Um pouco enferrujado, é verdade, mas nada que uma nova pintura, custando alguns milhões de euros, não agradasse o Comitê Organizador da Fifa. O sistema da prova era simples. A máquina balançaria de um lado para o outro, enquanto os vrothers iam para o gol. Quem fizesse mais defesas seria o novo líder.

A princípio, o maior beneficiado com o desafio seria José Mourinho, o único a ter experiência calçando luvas. Não que a passagem pelo Rio Ave  valesse muito, mas era o pouco contra o nada. No entanto, o luso não durou muito na prova. Mou foi mais judiado pela prova do que pelo Barcelona no Bernabéu. Bastou um tiro e a bola morreu no canto, longe do alcance do merengue. “Esperava mais dessa engenhoca”, lamuriou.

Ronaldinho Gaúcho foi outro que teve vida curta na competição. Já se aclimatando a Potosí, o dentuço vestia um poncho tradicional do artesanato boliviano, que prejudicou os movimentos de seus braços. Tevez nem participou do evento. Preferiu ficar no banco assistindo a tudo do que se sujeitar àquela humilhação. Ibra foi outro que preferiu se ausentar: “Esse negócio de se defender é com a Inter, chamem o Ranieri!”.

O próprio Jerôme Valcke acabou minando as chances de boa parte da casa na prova. Após clamar pela liberação da cerveja na Copa de 2014, o apresentador resolveu logo colocar a ideia em prática na casa. “Hoje é open bar!”. Um a um, os participantes foram prejudicando os seus reflexos e se despedindo da prova. Nada de moleza para Fred, Joey Barton, Terry, Totti, Carlos Alberto…

No fim das contas, sobraram apenas dois vrothers: Mario Balotelli e Adriano. O ragazzo preferiu se afastar do álcool e, ratificando sua fase “paz e amor”, fez amizade com um gatinho no campo de treinos do Manchester City. E como se tivesse adquirido as habilidades do felino, conseguiu espalmar quinze bolas seguidas. Só não segurou quando Jérôme Valcke decidiu aumentar a força dos tiros. “Foguete eu não consigo parar, vocês já sabem…”.

Já Adriano estava em um dia inspirado. Pela primeira vez na vida foi inocentado em uma confusão, após a bala que parou na mão de sua acompanhante. A atiradora, no caso, era a própria pistoleira. Sua consciência estava leve – mas só a consciência. “Hoje eu vou de cerveja!”. Depois de umas e outras, não conseguia nem ficar em pé, mas tentou a sorte no desafio. Sentou sobre a linha de gol e ficou esperando pelas boladas. E quem disse que as redondas conseguiam passar pelo redondo e chegar às redes? A forma de Adriano ocupava o espaço do gol e não permitia que nada passasse. Depois de 1.281 tentativas, ficou determinado: nem Pelé venceria o corintiano. Estava instaurado o Império do VVB!

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Equipe Trivela

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