O Ibrahimovic de 1994

Imagino que haja gente de 40 anos, aqui, neste blog. E eles devem ter saudades das memórias futebolísticas de suas infâncias – como, por exemplo (só um exemplo), assistir ao “Globo Esporte” na hora do almoço.

E deve haver gente de 30 anos, aqui, que lembra com nostalgia profunda de coisas como ver o Campeonato Italiano, na Bandeirantes, no fim da década de 1980 (e começo da de 1990), com o trio Silvio Luiz-Silvio Lancellotti-Giovanni Bruno. Bem, o “Show do Esporte” inteiro era motivo de nostalgia para os trintões de hoje.

Para o pessoal na casa dos 20 anos (e este cidadão nela se inclui – tem 23, para ficar mais exato), a Copa de 1994 tem um tom de ter sido a “estreia” no mundo futebolístico – muito embora eu tenha mais carinho pela de 1990. Não só pelo tetracampeonato, mas, pelo menos, por várias equipes “míticas”, no sentido lúdico da coisa. Salenko, a Argentina pré e pós-Maradona, a Romênia de Hagi, Raducioiu e Dumitrescu, Preud'homme, a Bulgária…

Bem, um dos destaques daquela Copa dos EUA que deixou saudades foi a Suécia. Kennet Andersson, Thomas Brolin, Thomas Ravelli, Martin Dahlin, todos esses causam lembranças instantâneas em quem assistiu àquele Mundial. E ainda havia, entre aqueles 22 jogadores, um cidadão que causou espécie. Menos pelo (bom) futebol, mais pelas trancinhas que formavam seu penteado.

Pois bem, o tempo passou, ele virou carequinha, e nesta semana anunciou sua aposentadoria. Mas que nunca se esqueça: Henrik Larsson foi o Ibrahimovic de 1994. Um jogador sueco que fez fama mundo afora, que tinha uma imagem legalzinha. E, principalmente, tinha talento. Uma prova? A passagem pelo Manchester United: foi curta, mas deu a Alex Ferguson o necessário, um homem experiente que pudesse ser referência no ataque, sem sem necessariamente titular.

E, agora, Larsson vira lembrança daquelas para as quais se olha com nostalgia. Como, quem sabe, Ibra será, quando se aposentar, lá por 2019. Ou será que as pessoas já não ligam tanto para memória?

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