O ano perfeito de Platini

Michel Platini completa, neste sábado, um ano na presidência da Uefa.

Concorde-se ou não com suas idéias, uma coisa tem de ser reconhecida: o francês é um habilíssimo político. Certamente é uma qualidade que enriqueceu no convívio com Joseph Blatter. Do suíço, felizmente, não copiou a capacidade de mudar o discurso em função da conveniência do interlocutor.

Platini fez uma campanha ousada – e teria de ser assim para bater Lennart Johansson. Propôs mudanças na Liga dos Campeões e cumpriu, mostrando ótimo poder de barganha. Mais ainda, conseguiu acabar com a longa questão das indenizações aos clubes pela cessão de jogadores às seleções nacionais.

A gestão de Platini começou às turras com o G14. No início de seu segundo ano na Uefa, o G14 nem existe mais. Foi extinto para dar lugar à Associação Européia de Clubes, que será reconhecida oficialmente, mas terá poder muito relativo. Afinal, não são 18 clubes como no G14. Serão 103. O grupo é menos elitista e terá mais dificuldades de chegar a consensos entre si.

Nos comunicados oficiais, o discurso é de que todo mundo saiu ganhando. Mas quem ganhou mesmo foi Michel Platini.

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