Nunca mais “amarelão”

Nesta segunda-feira, 11 de julho, faz um ano que a seleção espanhola venceu a Copa do Mundo, data comemorada por boa parte do país (outra boa parte, os separatistas, ignoraram). O título, como resultado, marca também o dia da morte de um discurso irritante, preguiçoso e simplista. Não se fala mais que a Espanha é “amarelona”, não há mais como falar, e imagina-se que as derrotas a partir de agora serão analisadas de uma maneira mais técnica e objetiva.

A conquista foi importante, o resultado foi maravilhoso, mas a arte que muita gente esperava ver desse time não apareceu. A Espanha dominou a posse de bola da maioria das partidas com seu meio-campo genial, mas o fato é que ganhou todos os jogos das fases eliminatórias por 1 a 0. E teve boas chances de perder contra o Paraguai, contra quem fez um gol de contra-ataque. Contra a Alemanha, o gol de Puyol foi de bola parada (Dunga era execrado por só fazer gols assim).

A filosofia de jogo do time foi a mesma, por exemplo, do Brasil campeão de 1994, campeão com Carlos Alberto Parreira, que focava na posse de bola, mas tinha um meio-campo muito pior e um ataque bem superior com Romário e Bebeto. Parreira, no entanto, foi criticado mesmo após a vitória.

Na Espanha, eles não deram a mínima para isso. Queriam ganhar, e só. Fazer mais gols do que o adversário e levantar a taça. Naquele momento, o que importava era o resultado, o objetivo mais primitivo do futebol, o único imune às frescuras nossas de cada dia. Ou alguém acha um absurdo supor que Xavi e Iniesta não teriam o mesmo prestígio se aquele pênalti do Paraguai entrasse?

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Equipe Trivela

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