Nosso Barsenal

 Na sexta-feira comentei na redação que este San-São estava parecendo o confronto entre Arsenal e Barcelona: todos queriam acreditar que uma surpresa estava por vir, mas era óbvio que não estava. Pois bem: fora de casa, o Santos abriu 2 a 0 com facilidade e acabou inexplicavelmente (gol do Dagoberto?! De cabeça?!!) cedendo o empate.

As semelhanças, por um lado, param aí, já que, assim como na fase de classificação, o São Paulo entregou o jogo no final. Por outro lado, assim como no embate europeu, a probabilidade de um 4 a 0 em casa para o mandante do segundo jogo é enorme.

Não adianta o são-paulino reclamar do primeiro amarelo de Marlos: o jogador já o tinha levado quando cometeu a ridícula e desnecessária falta que levou a sua expulsão. Criticado por sua “falta de vontade”, parece que o meia tricolor achou que essa era uma boa maneira de demonstrar o contrário.

O fato de Marlos ser um jogador meia-boca não é culpa dele. Culpado é quem o escala, o mesmo cara que escala o Dagoberto. E quem o aplaude, a torcida que vaia Washington e exalta os dois enganadores. E, ainda, quem contratou Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba, Leo Lima, Cleber Santana e Rodrigo Souto, mas continua não tendo nenhum atacante decente no elenco.

É evidente, também, que Alex Silva é uma fração do beque que os são-paulinos gostariam que ele fosse. Pode jogar bem, porque no alto vai bem, mas no chão é lento. Com três zagueiros, é evidente, problema diminui, mas parece que isso agora é ilegal e imoral.

Ver o jogo pelo ponto de vista do derrotado, porém, nesse caso é ver metade do quadro. O Santos venceu uma equipe que o enfrentou, ao contrário das vitórias mais comemoradas do ano até aqui. A maneira como deixou o São Paulo jogar durante quase todo o segundo tempo, porém, merece atenção, assim como a falta de sangue frio em alguns momentos.

Sua defesa, é verdade, continua sem ser exigida, mas, se pensarmos que o São Paulo supostamente é um dos “grandes” do Brasil, contra que ataques jogará o Santos no Brasileirão? Ainda que pegue um ou dois times com alguma potência na frente, bastará vencer os outros 15 ou 16 para ser campeão com folga.

Para o Peixe, entretanto, a temporada tem, além do Paulista, que deve ser seu, e do Brasileirão, que é longo e imprevisível, a Copa do Brasil. E na Copa do Brasil não dá para jogar bem contra 16 ataques ruins, porque se houver um e apenas um bom a competição acaba.

Como disse Muricy Ramalho recentemente, quando o time está bem é melhor não mexer, e é isso que Dorival Junior tem feito. Será o mais sábio, porém, quando encontrar um Grêmio ou até mesmo um Vasco ou Palmeiras mais para frente? O tempo dirá.

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Equipe Trivela

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