No peso da camisa do Bayern

A vitória do Bayern por 1 a 0 sobre o Lyon no primeiro jogo da semifinal não é um placar surpreendente. Era esperado que o time de Van Gaal conseguisse alguma vantagem para o segundo jogo. A surpresa está na forma como foi conseguida, depois de uma inesperada expulsão de Ribéry no primeiro tempo. 

O time alemão foi muito melhor no jogo no primeiro tempo. Dominava, criava chances e o gol parecia questão de tempo. Isso até os 36, quando Ribéry deu uma entrada excessivamente dura depois de adiantar a bola e recebeu cartão vermelho direto. A expulsão mudou o jogo.

Com um a mais, nos minutos finais do primeiro tempo o Lyon foi melhor. Já tinha chegado algumas vezes, mas ainda de maneira tímida. E o desenho do segundo tempo não parecia muito diferente, quando Van Gaal voltou como volante  Tymoshchuk no lugar do atacante Olic.

Acontece que o time e a torcida estavam inflamados pela expulsão de Ribéry. Além das vaias intensas contra o time francês e contra o juiz, o time do Bayern foi catimbeiro, pedia cartão em todos os lances e acabou conseguindo que Toulalan, de forma estúpida, acabasse expulso logo nos primeiros minutos do segundo tempo.

Van Gaal colocou Gomez em campo para tentar vencer. Foi aí que apareceu um jogador que parece estar à vontade com a camisa do time bávaro: Arjen Robben. O holandês, decisivo nos outros jogos, chamou a responsabilidade. Recebia pela direita, pela esquerda, e ia para cima. Em um dos seus lances “cantados” (e dificílimo de ser marcado), o camisa 10 recebeu pela direita, puxou para o meio com a perna esquerda e soltou um chutaço, que desviou levemente em Muller e entrou.

O Bayern mostrou o que é ter camisa. É mais do que ter tradição no passado. É ser a tradição. É fazer valer o mando de campo, com a torcida jogando junto. É fazer com que o adversário tema o seu crescimento, como Robben, que parecia ser um monstro imarcável em determinado momento do jogo. Colabora o fato do Lyon não querer jogar, só se defender. O jogo tinha o desenho da vitória do Bayern. O time só pintou o que estava contornado, depois de inverter a situação difícil do final do primeiro tempo.

O Bayern precisa de um empate ou uma derrota por um gol de diferença desde que marque ao menos um gol. Vitória por 1 a 0 do Lyon leva a partida para a prorrogação. E sem Ribéry, que não jogará nem a final, se o time passar, já que a suspensão automática por cartão vermelho direito é de dois jogos. Robben, mais uma vez, terá que fazer a camisa do Bayern ter o peso que tem parta chegar à final. Ou ver o Lyon crescer e mostrar porque foi sete vezes campeão francês consecutivamente – o que ficou longe de parecer no Allianz Arena.

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Equipe Trivela

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