Não quer ajudar…

Se o Grêmio for campeão brasileiro, será contra tudo e contra todos. Não, não estou falando da arbitragem que os gaúchos teimam em achar que os prejudica – o que não coincide com os fatos. Estou falando da direção tricolor, que parece jogar contra o time.

Começou lá longe, no início do ano, quando trocou o treinador de maneira intempestiva e injustificada. Se o cara era ruim, e muita gente diz que era, por que contratou? Se era “uma aposta”, por que não dar tempo para ver se ela vingava? 

De qualquer forma, trocou-se o treinador e o time veio vindo, com força, liderando  até duas rodadas atrás. Bastou, poré, cair para terceiro, para a direção permitir o impermitível: torcedor desocupado, porque é só desocupado que pode passar uma tarde de terça em treino de futebol, peitando jogador. É lamentável, e só expõe o que nós não deveríamos nunca esquecer: não existe administração profissional no futebol brasileiro. Os poucos que parecem diferentes, cedo ou tarde se mostram iguaizinhos.

Os jogadores fingiram que não se importaram, mas Celso Roth não fez questão de disfarçar, e deixou claro seu decontentamento. O elenco que tem nas mãos já não pe grande coisa, mas ele vinha tirando leite de pedra. A diretoria, ao invés de ajudar, faz o contrário.

Absolutamente lamentável. Se o Grêmio fizer o improvável e ficar fora da Libertadores, vão demitir o Roth e dizer que a culpa foi dele. Não foi, e tudo o que conseguir, o título inclusive, terá conseguido a despeito da direção de seu clube, omissa e demagoga, participante de espetáculos deprimentes, que só acabam com o futebol brasileiro.

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