Nacional: Surpresa com tempero brasileiro

O preto e branco do Clube Desportivo Nacional assusta os grandes portugueses na atual Superliga. Em sua terceira participação na divisão principal portuguesa, a equipe da Ilha da Madeira briga por uma vaga na Copa UEFA.

O brasileiro Adriano, com passagens por Palmeiras e Vitória, faz sucesso no clube funchalense. O atacante, principal destaque do time, briga gol a gol pela artilharia do campeonato com o sul-africano Benni McCarthy, do Porto. O brasileiro é cobiçado por duas das principais agremiações portuguesas, Benfica e Sporting.

Outro atacante canarinho faz sucesso no Nacional. Trata-se de Serginho Baiano. Aliás, a legião brasileira predomina no clube. Num elenco de 31 jogadores, nada menos que 16 atletas são brasileiros.

Um pouco da história

O Nacional foi fundado em 1910, graças à vontade de algumas pessoas do Funchal de terem uma equipe na qual pudessem jogar futebol. Naquela época, o esporte era praticado somente pela comunidade britânica que residia no arquipélago.

Desde sua fundação, o nome do clube sofreu duas variações. Primeiro designou-se Nacional Sport Grupo e, posteriormente, Grupo Desportivo Nacional. Em 1922, foi oficializada a sua denominação atual, Clube Desportivo Nacional.

Em 1923, os representantes do Nacional criaram uma equipe na categoria infantil, tornando-se o primeiro clube da região autônoma da Madeira a incluir o time de infantis em suas camadas jovens.

A formação funchalense participou de campeonatos distritais até o ano de 1975. Naquela temporada, o time competiu pela primeira vez do campeonato nacional de Portugal, na terceira divisão.

Em 1989, a torcida do Nacional teve o gostinho de observar seu time na elite portuguesa. O primeiro acesso da equipe à divisão principal do campeonato português foi conquistado com o treinador brasileiro Paulo Autuori – atual técnico da seleção peruana e com passagens por vários clubes brasileiros, dentre eles Cruzeiro e Botafogo. Na temporada seguinte, a agremiação do Nacional regressou à segunda divisão.

Um maremoto político agitou o clube funchalense em 1997. Naquele ano, os sócios resistiram à proposta do presidente da região autônoma da Madeira, Alberto João Jardim, que pretendia unificar as três principais agremiações da ilha – Marítimo, Nacional e União da Madeira – num só clube.

Após 11 anos de martírio na segunda divisão, o Nacional voltou a jogar na elite portuguesa na temporada 2002/3. No torneio, o Nacional obteve a 11ª colocação.

Estádio Barreiros, parte da história do Nacional

Desde o início do século XX, modalidades como futebol e atletismo passaram a ter um papel importe na sociedade madeirense. Então, a população local concluiu que a região precisava de um estádio polivalente, capacitado para receber eventos de várias modalidades esportivas.

Em 1920, o Nacional oficializou a intenção de construir um estádio. Após uma procura exaustiva de terrenos que permitissem a construção de um estádio de média dimensão, foram selecionados três possíveis locais: um na rua Nova da Alegria, outro junto à Levada de Santa Luzia e o terceiro perto da estrada Monumental.

Devido às facilidades que o proprietário do terreno ofereceu e como o Nacional tinha as suas raízes nessa localidade, ficou decidido que o estádio seria junto à estrada Monumental. Em meados de 1923, deu-se início à arrecadação de fundos. Com as facilidades oferecidas pelo proprietário, em curto espaço de tempo a obra teve início.

Em junho de 1927, o Estádio Barreiros foi oficialmente inaugurado. A partida entre o Nacional e o Vitória Setúbal (uma das melhores equipes daquela época), que terminou empatada por 0 a 0, marcou o início das atividades no local. Alguns anos depois, o Estádio Barreiros passou a pertencer ao governo regional da Madeira.

O Nacional mandou seus jogos durante muitos anos no Estádio dos Barreiros. Atualmente, o clube funchalense atua como mandante no Estádio Engenheiro Rui Alves, com capacidade para receber apenas 3 mil espectadores.

Alguns jogadores que passaram pelo Nacional

Grandes jogadores portugueses passaram pelo Nacional. Pela equipe funchalense já atuaram Oceano, que jogou também no Sporting, e Costinha, atualmente no Porto – no final da temporada de 1996/7, ele se transferiu para o Monaco.

Mas o principal valor futebolístico proveniente das escolas de formação do clube foi o atacante Cristiano Ronaldo, que atuou na equipe infantil do Nacional nas temporadas de 1995/6 e 1996/7, antes de se transferir para o Sporting. Atualmente, Ronaldo atua no inglês Manchester United.

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Equipe Trivela

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