Na “hora do motel”

Já faz parte do anedotário do futebol brasileiro. O técnico Renato Gaúcho, que treinou o Bahia no começo desta Série B, certa vez, no Rio de Janeiro, foi perguntado sobre o que ele achava dos jogos de sábado à noite. No seu estilo, o ex-atacante respondeu: “num horário desses, eu preferia estar no motel com minha esposa”.

Sábado à noite virou uma espécie de horário maldito da Segundona. Nenhum clube deve esperar que suas melhores arrecadações sejam neste horário. A culpa, no caso, é da TV, que molda grade do campeonato. Como a maioria absoluta dos clubes têm como principal receita as verbas de direitos de transmissão, o poder de barganha é quase nulo.

Nas noites de sábado, muitos estão viajando ou tendo outra opção de lazer, se não o futebol. O horário das 21 horas é até ruim para o fechamento de alguns jornais e de suas edições dominicais. Ele costuma ser aplicado mais nas praças com mais de um time na Segundona. Por outro lado, ajuda no escalonamento de partidas em praças com muitas equipes, como é o caso do Paraná no próximo sábado (9): o estado terá um time na Série B às 16 horas, outro na Série às 18h30 e fecha na B às 21 horas, este último na cidade, promessa de pouco público na Vila Capanema.

Em outros países, temos situações de horários que também desagradam os torcedores que vão aos estádios. O jogo de segunda-feira na Espanha já gerou uma bandeira de protesto da torcida do La Coruña. Imagina se a moda pega aqui. Pelo jeito que é o torcedor brasileiro, a resposta é a ausência, mas seria bem engraçado se alguém aparecesse num desses jogos de pijama ou com roupa estilo “Os Embalos de Sábado à Noite”.

Pó de Guaraná

* Na última rodada que se passou, apenas duas equipes visitantes venceram: o América-MG, que bateu o Vila Nova por 4 a 2 e o ASA que venceu o duelo do interior nordestino contra o Icasa por 1 a 0.

* A vitória do Ipatinga sobre o Náutico, antes de ser um sintoma de alguma reação mesmo que tardia do time mineiro, é mostra da queda de rendimento absurdo do Timbu no decorrer da competição.

* Outro em queda é o Paraná, que tomou sua maior goleada neste campeonato. Os 6 a 1 feitos pela Portuguesa aprofundaram a crise no Tricolor Paranaense, que juntou a demissão de Marcelo Oliveira, à crise financeira e adminstrativa
do clube.

* Jogador destaque da semana: Malaquias, atacante da Portuguesa. Nascido em Salto-SP, no dia 11 de novembro de 1986, o atacante teve uma passagem apagada pelo Paraná em 2009. Na última sexta-feira, justamente ele fez o gol que abriu o caminho da goleada da Lusa contra seu ex-clube.

Eco da Semana

Na rodada que passou, São Caetano e Brasiliense empataram em 1 a 1 no Anacleto Campanella. Em 2005, o duelo foi pela Série A. Era a sétima rodada e o Azulão bateu o Jacaré por 2 a 0. Thiago aos 38 minutos primeiro tempo e Edu Salles aos 40 minutos do segundo fizeram os gols dos paulistas. Naquele ano, o Brasiliense foi lanterna e caiu. o São Caetano foi o 17º de 22 equipes e se salvou com três pontos a mais que o Coritiba, o primeiro rebaixado daquela temporada.

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Equipe Trivela

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