Montillo: “Muitos acham que os argentinos catimbam mais”

Ninguém esperava uma adaptação tão rápida. Em poucas semanas, Walter Montillo se tornou o principal jogador do Cruzeiro e foi um dos responsáveis pelo vice-campeonato brasileiro de 2010. Agora, em seu segundo ano na equipe celeste, já vai em busca da Libertadores.

E o argentino despertou o interesse do futebol brasileiro justamente atuando na competição sul-americana, quando defendia a Universidad de Chile. Neste entrevista à Trivela, ele falou um pouco sobre as dificuldades que espera encontrar no torneio nesta temporada.

Você chamou a atenção dos clubes brasileiros na Libertadores do ano passado, jogando pela Universidad de Chile. Chegou ao Cruzeiro e se adaptou muito rapidamente. Espera ir mais longe na edição desse ano? Acha que o Cruzeiro tem condições de ser campeão?
Acredito que sim. O Cruzeiro está se preparando muito bem para a temporada e tem tudo para ir longe na Libertadores. Acho que temos condições de fazer uma grande campanha e disputar o título, pois a base que terminou o Brasileiro é praticamente a mesma.

Para atletas sul-americanos, a Libertadores é a melhor forma de se destacar e conseguir uma transferência para o futebol brasileiro?
O futebol brasileiro é muito respeitado no continente e a Libertadores é sempre uma boa oportunidade de despertar a atenção de clubes do Brasil. A visibilidade é muito grande e isso costuma acontecer quase todos os anos, com jogadores se destacando e deixando seus clubes com boas propostas de fora.

Na Libertadores os clubes argentinos têm mais títulos do que os brasileiros e são mais temidos pelos adversários também. Por que você acha que isso acontece? O que diferencia os argentinos dos brasileiros na principal competição interclubes do continente?
Muitas pessoas acham isso por acreditarem que os argentinos são mais “espertos” e catimbam mais o jogo. Acredito que isso acontecia mais no passado. Hoje em dia o equilíbrio é muito grande e prova disso é que o futebol brasileiro conquistou o título com frequência nos últimos anos. A rivalidade vai sempre existir entre os dois países dentro de campo.

O Cruzeiro está no grupo considerado o mais difícil da primeira fase, considerando o avanço do Corinthians, com Estudiantes e Guaraní também. Concorda que é o mais difícil? Que avaliação você faz dos adversários?
É difícil, mas acho o grupo em que estão Fluminense, Nacional, Argentinos Juniors e América muito difícil também pela tradição dos clubes. O Corinthians tem uma grande equipe e lutou pelo título brasileiro até o fim, enquanto o Estudiantes vem conquistando e disputando títulos nos últimos anos. Serão grandes duelos e temos que estar prontos para o que vier pela frente.

Como você avalia o trabalho do Cuca, um treinador sempre muito contestado no Brasil?
Cuca tem feito um ótimo trabalho no Cruzeiro. Faltou muito pouco para conquistarmos o Campeonato Brasileiro. Ele é um grande treinador e merece ser respeitado.

Por já ser bem conhecido dos adversários, acha que nesse ano a marcação sobre você será mais forte?
Creio que sim, mas sou tranquilo em relação a isso. Sempre enfrentei marcações fortes e tentei usar minha habilidade para escapar. Acho que será um ano muito competitivo, mas estamos prontos para realizar uma temporada de sucesso.

Um título da Libertadores pode garantir sua convocação para a seleção argentina? Em 2010 a conquista ajudou Andrés D’Alessandro a ser chamado novamente…
Acho que convocação é resultado do que você apresenta em seu clube. Procuro não pensar por esse lado, em ser convocado apenas em caso de título, mas poderia ajudar sim. Meu objetivo é fazer boas apresentações pelo Cruzeiro e caso venha uma oportunidade, estarei pronto para defender minha seleção.

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Equipe Trivela

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