Milan: onde está o ferrolho?

por Sandro Gonçalves

Kaká e Seedorf se mostram cada vez mais entrosados. E Pippo faz o que pode no ataque. Mas o nosso sistema defensivo preocupa. Foram seis jogos nesta temporada e cinco gols sofridos. Três deles na Serie A em quatro partidas. Com isso, o rossonero deixa de estar numa melhor situação neste certame.

Até o momento, em quase todos os jogos o Milan apresenta-se na primeira etapa das partidas um grande volume de jogo e os gols têm acontecido neste período. Porém, no segundo período há queda de produção. Oportunidades acontecem, mas não com o mesmo tesão e a naturalidade de antes. E vitórias que seriam cuidadosamente administradas ou que seriam definidas pelo acaso acabam se tornando em um sinal de alerta para Ancelotti.

Oddo vem fazendo grandes atuações. Ele é praticamente um ala. E as suas investidas no ataque é um perigo constante para os adversários. Em compensação, pelo lado esquerdo, Jankulovski também apóia, mas com mais moderação. Dida, nós já o conhecemos. Porém, o meio de zaga é o que mais preocupa. Falta segurança e em alguns momentos até entrosamento. Kaladze, principalmente, não vive um bom momento. No último jogo, pelo Campeonato Italiano ele foi sacado do time, cedendo o seu lugar a Daniele Bonera. Que mostrou-se seguro. Mas uma boa jogada do brasileiro Reginaldo sobre Alessandro Nesta nos minutos finais do segundo tempo originou mais um castigo para o Milan. Gol de Pisanu. Empate de 1 a 1 com o modesto Parma, em San Siro.

Há poucas opções para o ataque. E a média de idade do elenco que já era alta cada vez aumenta mais. Parece cedo para tal preocupação, mas eventuais rodízios na equipe principal devem acontecer. Sendo assim, é possível conquistar a Champions League e a Serie A?

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