Melhor para a CBF

 Após as 24 horas trepidantes em que Ricardo Teixeira convidou, Muricy Ramalho parecia destinado a ser o novo técnico da Seleção Brasileira, mas preferiu continuar no Fluminense, o presidente da entidade que comanda o futebol brasileiro preferiu virar-se para a aposta mais cogitada: Mano Menezes. Que não recusou. É o treinador do Corinthians que terá a hercúlea tarefa de levar o time até 2014 – se as circunstâncias não o frearem antes.

Com relação a estilos de jogo, parece uma escolha contraditória. Afinal de contas, o gaúcho nunca se notabilizou por ser um técnico adepto do futebol ofensivo – pedido maior da torcida, após a eliminação na Copa do Mundo. Ao contrário: as críticas de parte dos adeptos corintianos são sistemáticas, em relação a uma cautela excessiva de Mano. Sem contar que, caso os resultados sejam periclitantes no início do trabalho – que já tem uma Copa América pela frente em 2011 -, a sombra de Felipão sempre há de pintar.

Porém, para a CBF enquanto entidade, foi a escolha que lhe deixará mais sossegada. Afinal de contas, a liberação parecia garantida, já que Andrés Sanchez não colocaria barreiras, para preservar a boa relação que alinhavou com Ricardo Teixeira. E Mano parece um treinador que não causará muitas dores de cabeça ao todo-poderoso do futebol brasileiro: nem é tão avesso a interferências como Muricy, nem é aposta que carregue tantas dores de cabeça como Luxemburgo.

Enfim, foi melhor para a CBF. Se foi melhor para a Seleção Brasileira? Resposta a ser dada durante os próximos quatro anos. A responsabilidade está com Luis Antônio Venker Menezes.

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