Meio time

Há algumas semanas, escrevi aqui mesmo no blog sobre o problema de goleiro que São Paulo e Palmeiras teriam em breve. Só não imaginei que seria tão breve. E fiz, ainda, uma aposta errada: a de que Marcos estava mais sujeito a contusões do que Rogério – o que vinha sendo verdade até agora.

Pois bem: Rogério Ceni está fora. O goleiro, o cara que coordena a defesa, que arma o jogo, e que dá o ritmo do time. É completamente imprevisível o que acontecerár com o São Paulo sem ele.

Se fosse há dois anos, o time desmoronaria. Não havia um jogador com condições no elenco de representar um “vice-Rogério”. Hoje, há mais de um: Hernanes, respeitado pela torcida por seu futebol; e Jorge Wagner, experiente, inteligente, e um dos líderes da organização do jogo tricolor. Nenhum dos dois, porém, é Rogério Ceni, com tudo o que o goleiro significa para o São Paulo. 

Liderança, entretanto, é algo que se conquista dentro de campo, e se o time conseguir se unir em torno da nova situação, pode superar a ausência do capitão. Debaixo das traves, entretanto, o São Paulo vai precisar se mexer. Bosco não tem condições técnicas de ser o titular, e não vai passar segurança para a defesa. É um bom reserva, mas o São Paulo precisa agora de um bom titular. A questão é: há um titular no mercado?

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Equipe Trivela

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