Mark Hughes: do Man Utd ao Man City

De 1980 a 1995, com uma pequena interrupção, Mark Hughes fez mais de 100 gols pelo Manchester United. O século XXI já se adianta e hoje o galês é o comandante técnico do novo rico Manchester City.

Apelidado de Sparky (vivo, brilhante), Hughes se destacou atuando pelos Red Devils, o que o levou à seleção do País de Gales, pela qual fez 16 gols em 72 jogos, o que não é pouco para uma equipe de tal porte.

Na seleção galesa, ele passou de atacante a treinador em 1999, cargo que ocupou até as eliminatórias da Euro 2004, sem um sucesso objetivo, mas chegando perto das finais.

Antes de assumir o City, Mark Rughes treinou o Blackburn Rovers com um aproveitamento de 51,95% dos pontos disputados. O seu grande eito foi levar os Rovers à Copa da UEFA.

Com a chegada de Thaksin Shinawatra ao City, Hughes foi contratado para conquistar tantos títulos quanto conquistou como jogador do rival Manchester United. E a lsita não é pequena, são duas Premier League (92-93 e 93-94), três FA Cup, uma Recopa européia (90-91) e a Supercopa da UEFA. Nas duas passagens pelo United, tornou-se uma lenda.

Com 21 anos, já era um jogador-chave dos Diabos Vermelhos, e fez o gol que deu o título da FA Cup 84-85 contra o Everton, despertando o interesse de grandes times europeus. Em 86, tempos de futebol bretão sem tanto dinheiro como agora, o Barcelona pagou surpreendentes dois milhões de libras pelo craque, que não conseguiu muito sucesso na Espanha. Após uma temporada com apenas quatro gols, foi para o Bayern de Munique, pelo qual não fez muito mais: só seis gols.

Sir Alex Ferguson, em 88, aprovou a volta de Hughes ao United, numa contratação de 1,8 milhões de libras, o que foi recorde para o time de Old Trafford. Seu futebol dinâmico no ataque do United fez dele um jogador de suma importância nos primeiros anos da gloriosa fase de Ferguson em Manchester.

Mais gols em final de FA Cup, gols vingativos contra o Barça e o bicampeonato da Premiere League, fizeram com que o Chelsea pagasse 1,5 milhões de libras por um jogador de 32 anos. Vale ressaltar que na época os Blues não contavam com o dinheiro russo.

No Chelsea, conseguiu um recorde: foi o único jogador a conquistar o troféu da FA Cup por quatro vezes no século XX. E ganhar a FA vale muito para o torcedor inglês, ainda mais para um londrino quando bate o poderoso Liverpool.

No final da carreira, ainda atuou pelo Southhampton, Everton e Blackburn, encerrando a careira no ano que completaria 39 anos. Foram 606 jogos e 163 gols, desse brilhante jogador, que – no começo da atual temporada – vem dando esperanças de sucesso para a torcida do seu rival dos tempos de jogador. Será?
 

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