Manchester United – Obrigação de vencer

O Mundial de Clubes está longe de ser apontado como um objetivo primário do Manchester United na temporada. Mas o clube reconhece, também, que fracassar em uma competição que disputa com amplo favoritismo é um vexame a ser evitado. É inegável que os Red Devils chegam ao Japão com a obrigação de vencer o título, considerando sua superioridade técnica e estrutural sobre os rivais.

Vale lembrar que a mesma postura “indiferente” foi adotada em 1999, mas os comandados de Alex Ferguson fizeram o suficiente para derrotar o Palmeiras por 1 a 0, com gol de Roy Keane e bela atuação de Ryan Giggs. Aquela foi a primeira conquista da Copa Intercontinental por um clube britânico, e agora o United tem a chance de também ser o primeiro a vencer o Mundial sob a chancela da Fifa. Uma oportunidade que perdeu na edição inaugural, em 2000, quando preferiu fazer turismo no Rio de Janeiro a disputar seriamente o torneio.

Para não desgastar demais o elenco, considerando que o time está correndo atrás dos líderes na Premier League, é bem possível que Ferguson utilize duas formações bem diferentes nas semifinais e na final. Por isso, há uma boa possibilidade de ver em ação os dois brasileiros do clube inscritos para o Mundial: o lateral-direito Rafael e o meio-campista Anderson.

O Mundial costuma causar motivações especiais para jogadores sul-americanos, razão pela qual Ferguson pode apostar no argentino Carlitos Tevez como uma de suas armas. Tevez, que estava no time do Boca Juniors que foi campeão em cima do Milan em 2003, tem ficado na reserva desde a chegada do búlgaro Dimitar Berbatov.

Outro que conhece o gosto de conquistar o mundo por um clube diferente é o goleiro Edwin van der Sar, titular do Ajax que bateu o Grêmio nos pênaltis em 1995. O volante Owen Hargreaves, que atuou pelo Bayern de Munique na vitória sobre o Boca em 2001, está lesionado e não vai ao Mundial.

A força do Manchester United pode ser medida pelo número de indicados à Bola de Ouro. Além de Cristiano Ronaldo, que levou o prêmio, estavam entre os trinta nomeados pela France Football o atacante Wayne Rooney, o zagueiro Nemanja Vidic e Van der Sar. Enfim, pode até não ser o título mais festejado do mundo para o pessoal de Old Trafford, mas deixá-lo escapar seria uma mancha na história do clube.

Técnico

Alex Ferguson está no Manchester United há 22 anos, e por mais de uma vez já adiou planos de se aposentar. As vitórias e conquistas são o combustível para a longevidade do treinador escocês, que fez do time a maior força do futebol inglês após o surgimento da Premier League, em 1992. Os Red Devils conquistaram nada menos que dez títulos nacionais neste período – tinham sete até então -, ficando a apenas um de igualar o recorde do Liverpool.

Em 1999, Ferguson levou o United ao título da Liga dos Campeões, igualando o feito da turma de George Best em 1968. Nove anos depois, repetiu a dose com uma geração diferente, mas com alguns remanescentes da conquista anterior, como Paul Scholes e Ryan Giggs – jogadores que encerrarão a carreira tendo jogado quase o tempo todo sob o comando de “Sir” Alex.

Como se classificou

O terceiro título europeu do Manchester United foi conquistado de forma invicta, em uma final dramática contra o Chelsea em Moscou. Após o empate por 1 a 1 no tempo normal, mantido na prorrogação, a decisão foi para as penalidades. Cristiano Ronaldo, destaque da temporada e autor do gol do United, desperdiçou sua cobrança e deu ao Chelsea a oportunidade de selar a vitória com John Terry. No entanto, o capitão dos Blues escorregou na hora da cobrança e mandou para fora, mantendo a disputa viva. O erro de Nicolas Anelka deu o troféu aos Red Devils.

Na fase de grupos, o United se classificou em primeiro no grupo com Roma, Sporting e Dynamo Kiev, somando 16 pontos de 18 possíveis. Nas oitavas-de-final, superou o Lyon, empatando na França e vencendo em casa. Nas quartas, reencontro com a Roma e duas vitórias: 2 a 0 na capital italiana e 1 a 0 em Old Trafford. Contra o Barcelona, nas semifinais, o time de Ferguson empatou por 0 a 0 no Camp Nou e garantiu a vaga na decisão fazendo 1 a 0 em casa.

Fique de olho

Cristiano Ronaldo chega ao Mundial como dono da Bola de Ouro, prestigioso prêmio da revista France Football oferecido ao melhor jogador do ano. Conseqüência natural dos títulos conquistados pelo United e dos feitos individuais, como os 42 gols em jogos oficiais na temporada 2007/8. Após uma Eurocopa discreta pela seleção portuguesa, uma cirurgia no tornozelo e o fracasso de sua tentativa de ir para o Real Madrid, ele teve um início lento na nova temporada, mas aos poucos vem reencontrando o melhor futebol e surge como principal candidato a ser eleito o melhor jogador do Mundial.

Se fosse uma (sub)celebridade, seria…

Grazi Massafera. Colocada no mesmo barco de outras subcelebridades, apesar de ser claramente superior a elas.

Apresentação dos Clubes

Adelaide United (Austrália)
Al Ahly (Egito)
Gamba Osaka (Japão)
LDU Quito (Equador)
Manchester United (Inglaterra)
Pachuca (México)
Waitakere United (Nova Zelândia)

Sedes

Tóquio – Estádio Nacional
Toyota – Estádio Toyota
Yokohama – Estádio Internacional

História

1960-1979: Tempos clássicos
1980-2004: Oriente Express
2000-2007: A era Fifa

Estatísticas e curiosidades

Os fatos e números que marcaram a história do Mundial

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