Lutar e vencer

Estava tudo normal. O espanhol Koke abrira o placar para o Aris, em pleno Vicente Calderón, logo aos dois minutos do primeiro tempo, mas Diego Forlán igualou, aos 11 minutos, e Sergio Agüero virou para os Colchoneros, aos 16. E o Atlético de Madrid conseguia uma vitória, que ia deixando o time grego eliminado na Liga Europa, já que Bayer Leverkusen e Atlético não poderiam mais ser alcançados.

Aos seis minutos do segundo tempo, Koke ainda empatou, de pênalti. Não resolvia muito a situação: afinal de contas, o Aris ainda estaria três pontos atrás dos espanhóis. Ainda assim, a equipe continuava se esforçando muito mais, mesmo fora de casa, atrás da vitória. E foi premiada aos 36 minutos, quando, após jogada confusa na área, Nikos Lazaridis completou para as redes. Era o gol da vitória por 3 a 2, que levou a equipe helênica aos sete pontos, mesma pontuação do Atlético. E que mostrou, mais uma vez, o esforço que está sendo despendido para o avanço aos 16-avos de final.

A rigor, o time aurinegro é armado de modo simples por Héctor Cúper: um 4-4-2 básico, que, às vezes, transmuta-se em uma de suas variações, um 4-4-1-1. Além disso, os jogadores também não são destaques indiscutíveis: o único jogador um pouco mais conhecido é o goleiro Michalis Sifakis, capitão do time, que foi reserva de Alexandros Tzorvas no elenco que disputou a Copa do Mundo pelo time de Otto Rehhagel. De resto, o time pouco muda: há os meio-campistas Mehdi Nafti, e os atacantes Koke, já mencionado, e o guatemalteco Carlos Ruíz.

O que tem distinguido a campanha do time nomeado como o deus da guerra, na mitologia grega, é o fato do time se dedicar tanto para conseguir progredir na competição europeia. A começar das fases de classificação: na terceira fase preliminar, o time pegou o Jagiellonia Bialystok, da Polônia. E, no jogo de ida, fora de casa, conseguiu boa vitória, por 2 a 1. Porém, na volta, em pleno estádio Kleanthis Vikelidis, perdia pelo mesmo placar, de virada, o que levaria a decisão da vaga nos play-offs à prorrogação. Até que, aos 30 minutos do segundo tempo, o croata Danijel Cesarec marcou, de pênalti, o gol de empate. O Aris estava salvo.

Na decisão de quem iria à fase de grupos, a equipe enfrentou o Austria Viena. E ia tendo um resultado nada bom no primeiro jogo: em casa, ficava apenas no empate por 0 a 0. Até que, nos acréscimos do segundo tempo, aos 48 minutos, Carlos Ruiz fez o gol da vitória. Ruiz voltou a marcar na volta, em Viena, abrindo o placar. E o Austria Viena conseguiu apenas empatar, com Roland Linz. Mais uma vez, o Aris passava de fase com alguma dificuldade.

E, logo na primeira partida da fase de grupos, o Aris exibiu seu maior aliado na luta constante: a torcida fiel e enlouquecida. Que empurrou fortemente o time para a vitória surpreendente contra o Atlético de Madrid. Porém, aí começou a queda: fora de casa, a equipe viu o Rosenborg conseguir a sua única vitória na Liga Europa. Contra o Bayer Leverkusen, o time até conseguiu um ponto, com o empate sem gols, mas perdeu na Alemanha. E ficou em situação difícil.

Até a vitória em Madri. Que, novamente, deu esperanças ao Aris para o jogo final, contra o Rosenborg, em casa, com o apoio da fanática torcida. E mostrou o quanto esta equipe está batalhando para ficar entre os 32 que continuarão com o sonho de erguer o troféu em Dublin.

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Equipe Trivela

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