Lição bem aprendida

No sábado passado, o Espanyol conseguiu fazer com que o Barcelona, decantado em verso e prosa, tivesse de sair de campo com um 0 a 0, pelo Campeonato Espanhol. Mas o mais importante foi a lição que o Espanyol deixou: a de que, com algum esforço na marcação, o Barcelona poderia ser superado – ou, pelo menos, ter o seu ímpeto ofensivo diminuindo.

José Mourinho certamente aprendeu a lição. Pois tudo que se viu nesta terça, no San Siro, foi exatamente isso: uma Internazionale esforçada, cujos jogadores acompanharam a par e passo os principais atletas do Barcelona. Resultado: ao dar o primeiro combate a Xavi, Sneijder evitou que as jogadas dos Culés fossem armadas. Logo, Messi sofria com a maior inanição. Mas, mesmo que não sofresse, La Pulga fazia uma partida opaca, pela ótima atuação de Thiago Motta.

Mas de nada adiantaria o esforço na defesa sem os lampejos do ataque. E, guiada por uma ótima atuação de Milito, que buscava as bolas para finalizar, perdendo duas grandes chances, a Inter chegava. Mas, quando a pressão chegava a um ponto alto, o Barcelona abriu o placar. Aí residiu o grande mérito interista: o de não ter se deixado abater, mantendo o estilo de jogo.

Bastou para que Milito desse vazão a seu lado “garçom”, fazendo boas jogadas pelas pontas e, principalmente, fazendo o passe primoroso para que Sneijder empatasse. E, no segundo tempo, o rápido gol de Maicon – em outra jogada de Milito – fez com que o time de Mourinho tivesse calma para manter o paciente e frutífero trabalho de marcação no Barça, que, cada vez mais, via-se impotente. O gol de Milito serviu apenas para premiar a ótima atuação do argentino.

E foi o que se viu. A Inter aprendeu a lição que o Espanyol deixara. Com muito esforço e um ataque eficiente e de bom nível – não esfuziante, mas de bom nível -, fez uma boa vantagem para a partida no Camp Nou. Na qual, certamente, virá uma pressão quase irrespirável dos barcelonistas. Será eletrizante.

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