LDU: para se manter entre os grandes

Nos últimos anos tem sido assim nas competições sul-americanas: ou dá brasileiro, ou dá argentinou, ou dá LDU. De 2008 pra cá La Liga faturou quatro títulos continentais: uma Copa Libertadores em 2008, uma Copa Sul-Americana em 2009, e duas Recopas Sul-Americanas, uma em 2009 e a outra em setembro de 2010. Com esse histórico e referendada por mais um título equatoriano, a LDU chega para a Libertadores 2011 peara brigar pelo troféu.

Durante esse recente histórico vencedor, duas palavras parecem nortear o futebol da equipe equatoriana: altitude e continuidade. Não há como negar. Um dos grandes trunfos da LDU para conseguir se dar bem ante os adversários da América do Sul é a temida altitude de 2.734 m do estádio Casablanca, em Quito. Na Libertadores deste ano, mais uma vez a vantagem, digamos, geográfica, é um dos pontos fortes da equipe. O outro certamente é a manutenção de um time base que joga, apesar das idas e vindas, há bastante tempo junto. Nomes como Bolaños, Urrutia, De la Cruz, Reasco, Vera e outros estão em La U neste ano e são comandados por outro velho conhecido: o argentino Edgar Bauza. Ele comandou La U de 2006 a 2008, deu lugar a Jorge Fossati em 2009, e voltou ao clube tão logo o segundo assumiu o Internacional, no início de 2010.

Bauza terá à sua disposição quase todo o time campeão nacional no ano passado e que chegou às semifinais da Copa Sul-Americana. O principal desfalque será o meia Salgueiro, que estava emprestado e agora foi vendido para o San Lorenzo, da Argentina. Para seu lugar, La Liga trouxe Luis Bolaños, destaque na conquista da Libertadores em 2008 e de passagem apagada por Santos e Inter, e Équi González, que estava encostado no Fluminense. Além dos dois, Bauza também terá cara nova no gol. Com a idade chegando e as atuações inseguras se multiplicando, o experiente Cevallos dará lugar a Alexander Domínguez, goleiro de 23 anos formado na base da equipe de Quito.

Dessa maneira a LDU deverá manter o seu já tradicional 3-5-2, ou 3-5-1-1, já que, ao menos neste início de temporada, Bauza tem colocado Luis Bolaños ao lado do grandalhão Hernan Barcos no ataque. Como Bolaños não é bem segundo atacante, pode ser que a variação signifique jogar com um centroavante só, mas dois meias de criação – Luis e Équi González. Na zaga Guagua, Araujo e Diego Calderón deverão manter suas vagas. Na esquerda, Gonzalo Chila, suspenso por adulteração de documentos, abre vaga para Ambrosi, enquanto na direita segue firme e forte o capitão Néicer Reasco. No meio, segurando a bronca dos dois meias ofensivos e do centroavante, estarão uma vez mais Ulisses de La Cruz e Enrique Vera.

Elenco:

José Cevallos, G (EQU)
Alexander Domínguezv
Daniel Viteri, G (EQU)

Néicer Reasco, D (EQU)
Paúl Ambrosi, D (EQU)
Norberto Araujo, D (EQU)
Geovanny Caicedo, D (EQU)
Ulisses de la Cruz, D (EQU)
Jorge Guagua, D (EQU)
Diego Calderón, D (EQU)
Argenis Moreira, D (EQU)
José Valencia, D (EQU)

William Araujo, M (EQU)
Miller Bolaños, M (EQU)
Patricio Urrutia, M (EQU)
Enrique Gámez, M (EQU)
Ezequiel González, M (ARG)
Luis Bolaños, M (EQU)
Enrique Vera, M (PAR)
Fernando Hidalgo, M (EQU)
Nelson Martínez, M (EQU)

Walter Calderón, A (EQU)
Franklin Salas, A (EQU)
Hernán Barcos, A (ARG)
Carlos Luna, A (ARG)
José Pavon, A (EQU)

Momento histórico contra brasileiros:

“A L-D-U é campeã da Libertadores da América”

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