Jorginho, o falso humilde, errou muito

Nada mais correto e justo do que apontar o dedo para a dupla Manuel da Lupa-Luis Iáúca, condutora da viagem lusitana rumo à segunda divisão do campeonato paulista. Sem informação, sem conhecer jogadores, errando até o nome de quem foi contratado, fizeram um trabalho ridículo que culminou na vexaminosa queda, quatro meses após a conquista da Série B do Brasileiro. Mas o treinador Jorginho também errou muito.

Após o título da Série B, ele disse que só continuaria se os membros da comissão técnica tivessem aumento e se a diretoria contratasse jogadores capazes de melhorar o nível do time. Deve ter se satisfeito apenas com a realização de seu primeiro pedido. Os jogadores que vieram eram fracos e não continuaram. E ele participou das indicações de Gustavo, Maylson, Vandinho, Diego Souza, MIchael e Rodrigo Calaça, demitidos. Gustavo mostrou-se muito irritado com Jorginho. Disse que o treinador, com quem havia trabalhado no Palmeiras, ligou muitas vezes convencendo-o da transferência para a Lusa. Demitido após três partidas – em todas foi muito mal – não teve apoio do treinador.

E Rodrigo Calaça? Jorginho recusou Fernando Henrique, do Ceará, para ficar com Calaça, a quem dirigiu no Goiás. Sempre foi reserva de Harlei e é muito preocupante que Jorginho não soubesse de suas parcas condições técnicas. Por que avalizou sua contratação? E por que escalá-lo como titular ao descobrir que Weverton iria para o Atlético-PR? Ninguém pensava em rebaixamento e preferiram testar Calaça para ver se seria necessário a vinda de outro goleiro para o Brasileiro.

Jorginho tentou formar sua “família”, com jogadores conhecidos e de pouca opinião. Queira um grupo cordato, mesmo que isso não fosse sinônimo de bom futebol. Ao mesmo tempo, aflorou um lado arrogante de Jorginho. O time já estava mal quando conseguiu vencer o Cuiabá em São Paulo por 4 a 0. Jorginho foi dar entrevista e reclamou do campo… no primeiro jogo. Algo totalmente fora de hora. Na Série B era comum vê-lo reclamar das outras equipes que montavam, segundo ele, retrancas, apostando em uma bola e no erro da imparável Lusa.

Jorginho não é simples. É simplório. Não é humilde. É falso arrogante. E é tão culpado quanto a dupla Iaúca-Da Lupa

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