Independiente: de volta à casa

Maior vencedor da história da Copa Libertadores, com sete conquistas, o Independiente se orgulha tanto disso que resolveu dar ao seu estádio o nome da competição, para a qual retorna após seis anos de ausência. O time foi campeão pela última vez em 1984 e, se chegar à fase de grupos, lutará para quebrar esse incômodo jejum de 27 anos. A classificação para a disputa da primeira fase da Libertadores veio com a conquista da Copa Sul-Americana de 2010 em cima do Goiás, nos pênaltis, quebrando um tabu de 15 anos sem conquistas internacionais. O último título havia sido a Supercopa de 1995.

Nas competições nacionais, os Rojos também não têm chamado muito a atenção. A conquista mais recente foi o título do Apertura em 2002, quando o time contava com nomes como Guiñazu e Insúa. No segundo semestre de 2010, o clube se dedicou muito mais às obras no estádio – a capacidade será ampliada de 37.000 para 50.201 espectadores – do que à montagem do time, e pagou o preço com a péssima campanha no Torneo Apertura, somando apenas 14 pontos em 18 jogos. Se não vencer o Tigre em seu último compromisso, o Independiente terminará a competição em último lugar.

O elenco não se modificou muito em relação ao ano passado. As duas principais novidades ficam por conta do ex-corintiano Matías Defederico e do lateral colombiano Iván Vélez, que sagrou-se campeão nacional em 2010 pelo Once Caldas. Em entrevista recente, o técnico Antonio Mohamed afirmou que a equipe ainda precisa de mais um atacante para a reserva de Andrés Silvera e Facundo Parra, herói da conquista da Copa Sul-Americana. Entre os mais cotados para o posto figura o grandalhão uruguaio Joaquín Boghossian, do Red Bull Salzburg.

Além da dupla Silveira-Parra, que poderá se tornar um trio se Defederico reencontrar o bom futebol dos tempos de Huracán, pode também ser destacado o bom meia Patrício “Pato” Rodríguez, de apenas 20 anos, prata-da-casa que já chama a atenção de diversos clubes europeus. O volante Hernán Fredes também merece ser observado. Na defesa, que estará desfalcada pelo jovem Leonel Galeano, que está com a seleção argentina no Sul-Americano sub-20, o experiente Eduardo Tuzzio deverá comandar as ações junto com o goleiro Hilario Navarro, eleito o melhor da América do Sul em 2010.

Elenco:

1 – Hilario Navarro, G (ARG)
12 – Adrián Gabbarini, G (ARG)
21 – Walter Fabián Assmann, G (ARG)

2 – Julián Velazquez, D (ARG)
3 – Lucas Mareque, D (ARG)
4 – Maximiliano Velázquez, D (ARG)
6 – Eduardo Tuzzio, D (ARG)
14 – Ignacio Barcia, D (ARG)
25 – Carlos Matheu, D (ARG) 

5 – Roberto Battión, M (ARG)
7 – Cristian Pellerano, M (ARG)
8 – Hernán Fredes, M (ARG)
10 – Patrício Rodríguez, M (ARG)
15 – Fernando Godoy, M (ARG)
16 – Nicolás Cabrera, M (ARG)
19 – Leandro Gracián, M (ARG)
22 – Jorge Iván Pérez, M (ARG)
23 – Federico Mancuello, M (ARG)

9 – Matías Defederico, A (ARG)
11 – Andrés Silvera, A (ARG)
17 – Facundo Parra, A (ARG)
18 – Nicolás Martínez, A (ARG)
20 – Alberto Martín Gómez, A (ARG)
24 – Brian Nieva, A (ARG)

Momento histórico contra um brasileiro:

Terceiro jogo da final da Copa Libertadores de 1974, contra o São Paulo

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