(In) Competências

O Brasileirão de 2008, como todo campeonato de pontos corridos, premiou os competentes. E puniu a maior parte dos incompetentes. Parece não haver dúvida com relação à competência do São Paulo, campeão depois de descontar 11 pontos de vantagem para o líder – sem falar nos outros times que havia pela frente. Não creio, também, que ninguém discuta a competência do Grêmio, que abriu vantagem na liderança claramente jogando acima de suas possibilidades. A regularidade da equipe, entretanto, no final do torneio, quando se imaginava que pudesse simplesmente embicar pra baixo, foi impressionante.

Fico em dúvida sobre a competência do Cruzeiro, que simplesmente não se impôs fora de casa. A equipe, entretanto, termina o torneio em terceiro, eliminando a pré-Libertadores. Não é uma decepção.

Ninguém também vai discordar de que o Flamengo, mais uma vez, entrou na onda de achar que era melhor do que era, que estava acima do que estava, e naufragou vergonhosamente, levando cinco gols de um time ruim, que não caiu por muito pouco. Vexame, e, por mais que a direção tenha peso gigantesco no desastre, fica difícil excluir o treinador do grupo dos culpados.

Muitos, entretanto, vão poupar o maior fracassado, o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. Com o dinheiro que gastou já seria lamentável apenas se classificar para a Libertadores. A melancólica derrota na última rodada, entretanto, que obrigará o time a estar pronto para o ano antes da hora, iguala Luxemburgo a Caio Júnior. A única diferença é que, em 2008, o Palmeiras não teve quem o ultrapassasse.

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