Honda: A esperança do Oriente

O futebol japonês parecia que teria dias ruins após a aposentadoria de Hidetoshi Nakata e da futura aposentadoria da seleção do meia Shunsuke Nakamura, que até já retornou ao Yokohama Marinos, time que o revelou. Parecia.

Eis que apareceu uma grande revelação no meio campo, uma nova esperança de gols e de grandes jogados. Keisuke Honda já mostrou que tem estrela, ao participar dos dois gols da histórica classificação em pleno Rámon Sanchéz Pizjuán, contra o Sevilla, pela UEFA Champions League.

Honda já fez de tudo, jogou em time de ponta, em time rebaixado… uma trajetória que lembra bastante a de Oliver Tsubasa, herói da série japonesa “Super Campeões”. É óbvio que falta muito para ele jogar em um Barcelona, mas estrela ele mostrou que tem.

O início, sempre em equipes juvenis

Keisuke Honda, que nasceu na cidade de Settsu, no distrito de Osaka, começou jogando pela equipe da cidade, logo depois foi treinar no grande Gamba Osaka, onde ficou dois anos como juvenil. No ensino médio, jogou pela Seiryö High School, e chegou com sua equipe às semifinais do campeonato do distrito de Ishikawa. Começou a despertar o interesse de diversas equipes da J-League, que só poderiam contar com seu futebol a partir de 2005, quando terminaria o Ensino Médio.

O futuro promissor e a ida para o desconhecido

Ele foi contratado junto ao Nagoya Grampus em 2005, apareceu em poucas partidas em sua temporada de estreia e só ganhou real destaque na 2ªtemporada, quando fez 8 gols em 34 jogos, e apareceu bem em meio a um time somente regular.

Após a temporada de 2007, ele despertou o interesse do desconhecido VVV-Venlo, que estava contratando desesperadamente para fugir da Eerste Divisie, a Segunda Divisão holandesa. Ele até atuou de maneira regular, mas não adiantou; o time foi rebaixado.

O retorno em grande estilo e o interesse de times gigantes

Para quem não havia tido tempo de atuar pelo futebol holandês, a Segunda Divisão foi um prato cheio para Honda, que, em 37 jogos, fez 16 gols, seu recorde em uma temporada, e levou sua equipe ao título e ao retorno para a Eredvisie, a primeira divisão holandesa.

De lá pra cá, o nome de Keisuke Honda foi citado em transferências para várias equipes, desde o trio de ferro holandês (Ajax, Feyenoord e PSV) até os rivais de Liverpool (Everton e Liverpool), mas não se chegou a um acordo nesses casos, pois a quantia que o VVV-Venlo pedia – €10 milhões– não era entregue pelo clube interessado.

Moscou, aí vou eu!!

A novela seguiu até o início do ano, quando o CSKA Moscou desembolsou os €10 milhões que o time holandês pedia e levou o japonês pra Rússia. E lá já chegou com status de titular: em quatro jogos, fez dois gols, um deles histórico para o CSKA, levando um time russo de volta às quartas de final da UEFA Champions League, fato que não ocorria desde a temporada 1995/96, quando o Lokomotiv chegou a esta fase do torneio.

Resta saber se Honda conseguirá manter seu status de coringa no CSKA – e de futuro substituto de Nakamura, no Japão – no confronto contra a temível Internazionale. É aí que podemos ver se ele tem potencial para repetir os feitos do “idolatrado” Oliver Tsubasa.

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Equipe Trivela

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