Há como não destacar?

“De onde menos se espera”… é que não sai nada mesmo, já diria o Barão de Itararé (essa frase ficou velha, hein?).

Mas nem de longe isso é o caso nas Eliminatórias Sul-Americanas. Após o 4 a 0 sobre a Venezuela, em casa, todos esperavam que a Argentina, no mínimo, saísse de La Paz com um pontinho na mala. Pois a Bolívia viveu o maior dia da história de seu futebol desde o 25 de julho de 1993, quando encerrou a invencibilidade do Brasil em Eliminatórias, na edição que levaria ao Mundial de 1994.

Com um dia inspirado do trio Marcelo Moreno-Botero-Alex da Rosa, o 6 a 1 representou a maior derrota da Albiceleste na história das Eliminatórias deste continente, superando os lendários 5 a 0 colombianos no Monumental de Núñez, em 1993. Mais: é simplesmente a maior derrota argentina na história, igualando os também históricos 6 a 1 sofridos para a Tchecoslováquia, na Copa de 1958. É certo: se a noite terá fim em La Paz, ele demorará muito a chegar.

Na Ásia, a Austrália ficou a um gol de garantir a marca de primeira nação com passaporte carimbado para a África do Sul. Os Socceroos fizeram sua parte contra o Uzbequistão, mas faltou o gol catarense que empatasse a partida ganha por 1 a 0 pelo Bahrein. De todo modo, o time de Pim Verbeek está a um passo da vaga. No outro grupo da Fase Final, a Coreia do Norte, ao perder o jogo para a homônima do Sul, começou a sentir a tradição – diminuta, mas tradição – da Arábia Saudita bafejar no cangote. E não que os sauditas tenham jogado bem: quase perderam dos Emirados Árabes, lanternas da chave, mas conseguiram assegurar o 3 a 2 nos últimos minutos de partida.

E, na Europa, vários cenários observados. As vitórias de Dinamarca e Hungria deixam as esperanças portuguesas de classificação ao Mundial, já escassas, ainda menores; a Itália poderia até ter ganho um respiro, mas uma expulsão às raias do insano de Pazzini ajudou a fazer com que a Azzurra fraquejasse contra Robbie Keane, que manteve a Irlanda próxima, a três minutos do fim; a Holanda tem o dever de aproveitar os próximos jogos como “amistosos de luxo”, porque achar que a Oranje ainda pode perder a vaga na Copa é ser prudente demais; a Espanha tomou suadouro da Turquia, mas vai mostrando que sua camisa começa a ganhar um peso real; a França vê que tem um cidadão valioso no time, nomeado Franck Ribéry; a Alemanha, sem muito esforço, também está destinada à conquista da vaga; e por aí vai.

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