Guilherme

“O mundo ainda vai falar de Guilherme. O jovem atacante do Cruzeiro reúne qualidades que, se não afetadas por fatores externos, costumam ser vistas em jogadores reconhecidos internacionalmente. Apesar de ainda adolescente, lê o jogo com extrema inteligência. Serve os companheiros, finaliza bem de dentro e de fora da área.”

Assim começava minha coluna da última quinta-feira para o site Show do Brasileirão, escrita logo após a derrota do Cruzeiro para o Flamengo. Três dias depois, ele sairia do banco de reservas para dar a vitória à Raposa em um dos mais dramáticos clássicos mineiros dos últimos tempos – e frustraria o atleticano que escreve essas linhas.

O Cruzeiro tem, de fato, uma jóia nas mãos. Tem em Guilherme o que talvez se esperava de Kerlon, que novamente deu o que falar com o comentado “drible da foca”. O malabarismo foi eficaz ao provocar a violência de Coelho e deixar o Galo com um a menos em um momento crucial do jogo. A atitude do lateral alvinegro pode ser compreensível pelo calor do jogo, mas nunca justificável.

O perigo maior para Kerlon, porém, é se tornar escravo do drible da foca. No jogo deste domingo, enquanto esteve em campo, ele falhou em pelo menos três lances de ataque que poderiam ter se convertido em gols. Quem viu pode ter pensado que as embaixadas com a cabeça são o ponto alto de seu jogo, e não apenas uma virtude a mais.

O Cruzeiro, do brilhante Dorival Júnior, vai se classificar sem sustos para a Libertadores. O Atlético se vê cada vez mais próximo da zona de rebaixamento, o que obviamente faz retornar alguns fantasmas de 2005. Apesar de alguns devaneios da direção no início do ano, falando até em Libertadores, o torcedor mais sensato sabia que poderia ser assim.

Há bons alentos, porém. O time mostrou vontade fora do comum para buscar o resultado diante de um rival nitidamente superior, quando muitos já temiam uma goleada. Marinho está de volta e pode ter solucionado o drama da camisa 9. A situação é muito menos desesperadora que a de dois anos atrás, quando o time já estava entregue, mas é bom manter o sinal amarelo ligado.

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