Grupo H: Standard Liège

Há três temporadas, o Standard Liège solidifica a sua reação no futebol belga. Graças a um trabalho paciente iniciado em 2006, quando Michel Preud’homme chegou a Sclessin para treinar o time, o espaço foi criado para reestruturar o surgimento de jogadores. A qualidade dos novos nomes fez com que a equipe reagisse na Bélgica, resultando no título nacional da temporada 2007/08, que pôs fim a 25 anos de jejum.

Trabalho feito, Preud’homme saiu e foi substituído por Laszlo Bölöni. E o treinador romeno conseguiu algo que parecia difícil, ao manter um nível satisfatório de exigência interna, o que fez com que as peças-chave da equipe seguissem bem. E, além de ter sido oponente valoroso contra o Liverpool, nos play-offs da fase de grupos da LC passada (só caiu com um gol a dois minutos do fim da prorrogação, após dois 0 a 0), o time de Liège superou uma disputa muito equilibrada contra o Anderlecht para conseguir o bicampeonato da Jupiler League.

Com o Barcelona vencendo LC e Espanhol, a vaga aberta possibilitou a estreia numa fase de grupos. Mas vários fatores influem para que o Standard chegue ao grupo H com a sensação de viver um fim de ciclo. Além de sofrer muito na disputa doméstica contra os Mauves, alguns jogadores já são cobiçados por outros clubes europeus, há algum tempo. Para completar, o time começou mal no Campeonato Belga desta temporada, com uma defesa que ainda tem de se acostumar à saída de Oguchi Onyewu.

Tentando solucionar a irregularidade das atuações defensivas, Laszlo Bölöni mudou o esquema da equipe para um 4-2-3-1. Mudança compreensível, vendo-se o talento dos atletas no meio-campo e no ataque. Porém, mesmo que Defour e Dalmat marquem e armem com classe, e Igor de Camargo possa até ser adiantado no ataque, Axel Witsel é uma incógnita. Mesmo com a habilidade que o fez ser eleito o melhor jogador belga do último ano, Witsel jogará sob a sombra do envolvimento na grave lesão de Wasilewski, do Anderlecht, em clássico pela Jupiler League. Isso, se jogar, já que a Uefa pode acatar a suspensão de oito jogos imposta pela federação belga.

Caso Witsel seja punido, Jovanovic seria recuado para o meio-campo, onde já vem jogando, por ter capacidade de iniciar ataques e conclui-las. Para finalizar, a confiança fica no congolês Mbokani. E as novidades, com Gohi Bi, Victor Ramos e Tiago, mantêm a esperança de que o Standard tente, pelo menos, dar um fim digno a um time-base que o fez virar temido de novo na Bélgica.

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