Grupo H: AZ

Sorteados os grupos da Liga, o Arsenal foi apontado, unanimemente, como o favorito para chegar ao final da primeira fase como primeiro colocado do H. Para a segunda vaga, o Olympiacos saiu na frente, também. Entretanto, algumas vozes começaram a se fazer ouvir e a apontar a boa probabilidade de que o AZ surpreenda e classifique-se para as oitavas de final da LC.

E tais palpites não são despropositados. Afinal de contas, os resultados alcançados pelo projeto de reestruturação do clube de Alkmaar não são desprezíveis. Com o presidente Dirk Scheringa à frente – e Louis van Gaal a comandar tudo do banco -, os Alkmaarders conseguiram, na última temporada, o salto sonhado. De equipe média, até pequena, do futebol holandês, o clube desbancou o trio Ajax-Feyenoord-PSV para conquistar o primeiro título nacional não vencido por um dos três citados, quebrando uma sequência que vinha da temporada 1980/81.

Van Gaal conseguiu, com isso, a reconstrução que esperava para a sua carreira, e se foi para o Bayern de Munique. Notabilizado como um dos pilares do forte meio-campo, Demy de Zeeuw não resistiu às ofertas do Ajax – e transferiu-se para Amsterdã. Porém, foram as únicas duas perdas para uma equipe que continua fazendo do conjunto a sua grande força – até pelas oportunidades de aparição que ele dá a suas melhores peças.

Na defesa está uma destas peças. É o argentino Romero, considerado um dos melhores goleiros atuando na Holanda. Kew Jaliens, pela lateral direita, dá o toque de experiência necessário à dupla do miolo, formada por Moisander e Moreno, e à lateral oposta, onde está Simon Poulsen ou Pocognoli. Pelo meio, o australiano Holman substituiu Demy de Zeeuw, mas Schaars e David Mendes da Silva mantêm a força na marcação, liberando Martens para armar as jogadas. No ataque, Dembélé traz habilidade, e El-Hamdaoui, gols. O marroquino, nascido em Roterdã, foi o artilheiro da última Eredivisie, e ganhou o prêmio de melhor jogador da temporada.

Para ocupar a vaga de Van Gaal, chegou Ronald Koeman. O ex-zagueiro da Oranje não deixa de lembrar a história de seu antecessor: é um treinador que precisa recolocar a carreira nos trilhos, após passagem ruim pelo Valencia. Após receber reforços razoáveis, já conseguiu um feito: mudou o time do 4-3-3- para o 4-4-2, sem causar grande queda nas atuações.

Na Eredivisie, a continuação já dá resultado, com o time mantendo-se nas primeiras posições. Servirá para surpreender na LC?
 

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Equipe Trivela

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