Grupo H: Arsenal

A cada vez que as temporadas europeias começam (pelo menos, nos últimos anos), virou hábito apontar o Arsenal como “o time do futuro… que nunca chega”. Afinal de contas, a equipe tem, geralmente, começos fulgurantes, brilhando tanto na Liga dos Campeões quanto no Campeonato Inglês. Tudo para chegar ao fim do período de mãos abanando, sem troféus para erguer. Tornando a situação de Arsène Wenger ainda menos tranqüila, cada vez mais torcida e até alguns jogadores começam a se insurgir contra a política de pensar menos em conquistas e mais em revelar jogadores.

E as insurgências provocaram conseqüências dentro do elenco. O Manchester City agradeceu, já que conseguiu tirar dos Gunners Kolo Touré e, principalmente, Adebayor. Além do mais, o fato do clube ter sido conservador, como costumeiro, na janela de transferências fazia pensar numa equipe que nem mesmo conseguiria ser dinâmica no início. E não conseguiria apagar a imagem de equipe que se apequena em torneios maiores como visto na última Liga dos Campeões, quando a esperança de chegar à final foi dizimada por uma atuação catastrófica no jogo de volta das semifinais, quando o Manchester United goleou os anfitriões por 4 a 1 em pleno Emirates.

Felizmente (para a torcida), o começo é novamente auspicioso. Na defesa, se Almunia ainda não virou o goleiro dos sonhos, o reforço Vermaelen, vindo do Ajax, entrosou-se rapidamente com Gallas e já é titular. No meio, os primeiros jogos da temporada trouxeram uma ótima surpresa com o crescimento de produção mostrado por Denilson, Diaby e Song, tirando o excesso de responsabilidade das costas de Cesc Fàbregas. E, no ataque, além de ter Van Persie, sempre útil, há um grande reforço.

Reforço que já estava no clube: sem ter podido atuar na LC passada, em que já jogara pelo Zenit, Arshavin está finalmente livre para poder provar como os Gunners crescem com ele em campo. Além do russo, Eduardo da Silva e Bendtner mostram poder de finalização suficiente para se alternarem na substituição de Adebayor.

Presente em quartas de final, semifinal ou até chegando à final da LC (2005/06), o Arsenal é o favorito destacado para conseguir a primeira posição, no grupo H. Mas isso já é hábito. O que a torcida exige é um passo à frente. Quer dizer, uma taça.
 

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Equipe Trivela

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