Grupo F: Rubin Kazan

Um dentre os oito estreantes da fase de grupos da Liga dos Campeões, o Rubin Kazan foi uma das surpresas que melhor se consolidou nos últimos anos. De coadjuvante, tornou-se no final de 2008 campeão russo pela primeira vez, e manteve uma fase incrível no ano de 2009.

Com um time consistente, o técnico Kurban Berdyev conduz o elenco com muita regularidade, no caminho certo rumo ao bicampeonato nacional. Sua supremacia não pode ser só refletida pela liderança, mas também pela série de números positivos, como melhor ataque e defesa menos vazada no âmbito nacional.

Um dos aspectos positivos é o fato de que o grupo já trabalha junto há um bom tempo, e não conta com grandes estrelas em nível internacional. Dentre os destaques dos kazanianos estão, sem dúvida, o meia Sergei Semak, veterano de 33 anos que defende a seleção russa já há 12 anos, e é impressionante referência no meio-campo não só do clube, como do próprio time nacional.

O meia-atacante Alejandro Domínguez também chama a atenção pelo seu bom desempenho. Após passagem pelo Zenit St. Petesburg, o argentino voltou aos Tatarstantsi em março deste ano, e animou com uma série de 13 gols em 16 partidas no campeonato nacional. Mais à frente no ataque, Aleksandr Bukharov também conduz a equipe aos bons resultados em casa.

Mas, apesar de todo o brilho em seu próprio solo, o Rubin não tem razões para sentir-se muito satisfeito com seu grupo na Liga dos Campeões. Os kazanianos não poderiam esperar chave mais complicada de lhes dar uma chance de avançar para a fase dos mata-matas. O Grupo F conta com nada menos que o atual campeão do torneio, o Barcelona, bem como a tetracampeã italiana Internazionale, e o também vencedor ucraniano, Dynamo Kiev.

Na chave, o adversário teoricamente mais fácil é o time de Kiev, que, apesar do título nacional, assistiu o grande rival Shakhtar Donetsk conquistar a Copa Uefa, e caiu mais uma vez – e de forma não muito honrosa – na fase de grupos da LC na última temporada, superado por Porto e Arsenal. Superar o Dynamo está longe de ser suficiente para uma inédita participação nas oitavas-de-final pelos Tatarstantsi, mas pelo menos valeria a participação na sequência da Liga Europa.

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