Grupo F: Dynamo Kiev

O Dynamo Kiev pode não ser mais o senhor absoluto da Ucrânia, mas mesmo com as irregulares – e decepcionantes – últimas campanhas em torneios europeus, o clube continua sendo referência no campeonato nacional.

A fase do time de Kiev é boa. Líder no Campeonato Ucraniano, com série de vitórias com impressionante marca de gols, que mostram um poder ofensivo satisfatório por parte da equipe comandada por Valeriy Gazzaev. E o moral da torcida ainda foi reforçado com a chegada do ídolo Andriy Shevchenko. Em decadência dentre os grandes europeus, nada melhor para o atacante do que voltar para casa, para o clube que o revelou, e ser novamente prestigiado e tido como um “deus”.

Depois de dez anos no exterior, Shevchenko, 32 anos, retornou ao clube que o formou e que defendeu entre 1994 e 1999, e estreou deixando já o seu gol no campeonato nacional. O tento foi de pênalti, mas não por isso menos celebrado pela torcida e pelo próprio atleta. No currículo, nada menos que 18 gols em 28 partidas da LC pelo Dynamo. Nem que ajude no psicológico, mas a estatística está ao lado do ucraniano: o time não avança da fase de grupos desde sua última participação europeia vestindo a camiseta da equipe, na temporada de 1999/2000.

Outro reforço foi Gérson Magrão, para integrar o meio-campo comandado por Oleksandr Aliyev, uma das referências do time, responsável pela armação. Além do ex-cruzeirense, outros dois brasileiros se apresentaram para a nova temporada: Marcelo Oliveira, ex-Corinthians, e Leandro Almeida, do ex-Atlético-MG.

Gazzaev faz sua primeira campanha no futebol ucraniano, após deixar o CSKA Moscou. As mudanças foram pequenas, e pouco significativas, mas a aposta do clube é na manutenção de um time já estruturado.

No torneio nacional, há boas chances de sucesso da fórmula do Dynamo. Mas a sombra de fiascos internacionais continua pairando sobre a equipe de Kiev – e também sobre seu treinador, que falhou em tentar classificar o CSKA Moscou para o mata-mata da LC em três ocasiões. Se há boas chances de superar o estreante Rubin Kazan, o mesmo não se pode dizer do Barcelona e da Internazionale, que são candidatos mais do que favoritos para as vagas das oitavas-de-final. E não deve ser um Shevchenko dez anos mais experiente quem poderá trazer o Dynamo aos seus bons tempos.

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