Grupo F: Barcelona

Favoritismo. Todo ano, o campeão tem que lidar com esse “peso” – que vem não só dos outros times, mas especialmente de dentro do próprio clube e torcida –, enquanto os principais adversários podem se dar ao luxo de, com menor pressão, seguirem vivos por mais tempo e com mais tranquilidade na briga pelo título.

Não poderia ser diferente com o vencedor da Tríplice Coroa na Espanha, o Barcelona de Josep Guardiola. Além de carregar o fardo de “time a ser batido” pelas conquistas de uma campanha bem-sucedida, os blaugranas viram o arquirrival Real Madrid abrir os cofres e fazer toda a gastança dos sonhos europeus, buscando nada menos que Cristiano Ronaldo, Kaká, Karim Benzema e outros grandes nomes para um só lugar, fundando a nova era “Galáctica”.

Mas, se os merengues contrataram o melhor do mundo, o Barça não fez menos: mandou Eto’o (mais € 40 milhões) para a Itália, em troca do atacante Ibrahimovic. O sueco agora será o parceiro de Lionel Messi e Thierry Henry no esquema ofensivo dos culés, e possivelmente exigirá modificações no estilo de jogo bolado por Pep. Visando suas necessidades, o clube catalão fez contratações pontuais e clínicas, trazendo o reforço defensivo de Dmytro Chygrynskiy, do Shakhtar Donetsk, e Maxwell, que também deixou a Internazionale, assim como o camaronês, e deve brigar com Abidal por um lugar no time.

O Barça mudou pouco – e nem precisava ser diferente. No desenho tático, atua em um 4-3-3, os defensores atrás e dois laterais para apoiar, assim como um volante para ajudar a defesa, normalmente posição ocupada por Yayá Touré. O restante do meio-campo dispensa palavras: a dupla Xavi e Iniesta carrega consigo toda a categoria do estilo blaugrana, e é a base de um trio de ataque que não se tornou menos ofensivo sem Eto’o. Messi continua sendo o homem do Barça, com talento que sempre impressiona. Apesar de não viver boa fase na seleção argentina, o atacante não deixou de ser um dos favoritos a receber a Bola de Ouro na temporada, e é outro que dispensa elogios.

Com um elenco desses, o Barcelona não tem muito que reclamar. Basta Guardiola conseguir manter o time nos mesmos trilhos, e as expectativas são as melhores.

Na chave sorteada para os culés, uma grande adversária: a Internazionale. Nada menos que tetracampeã italiana, a equipe de Milão é sem dúvida a adversária a dar trabalho na fase de grupos. Enquanto Dynamo Kiev e Rubin Kazan figuram no grupo pra tentar não dar vexame, Barça e Inter brigarão pela melhor posição da tabela.

Claro, em confronto direto que promete ser acalorado desde as escalações: Ibrahimovic encara os ex-colegas, depois de trocas de farpas em sua saída, enquanto Eto’o terá que contornar a máquina ofensiva blaugrana da qual fez parte por cinco anos.
 

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Equipe Trivela

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