Grupo E: Lyon

Não precisava do fracasso da última temporada para constatar: o Lyon andava mal das pernas, e seu império na França se aproximava do fim. A campanha pobre apresentada pelos lioneses em 2008/09 não passou despercebida, e o presidente Jean-Michel Aulas mostrou que a necessidade de mudanças foi absorvida pela diretoria do time.

A venda de Karim Benzema por € 35 milhões deu uma força para os cofres lioneses, que buscaram bons nomes para a equipe. Ainda assim, a saída da jovem promessa francesa, além daquele que foi a referência no time por nada menos que sete anos de títulos, o brasileiro Juninho Pernambucano, podem ser baques ainda a serem sentidos pelo time de Claude Puel.

O OL apostou no argentino Lisandro López para o ataque, e em um novo brasileiro: Michel Bastos, destaque da Ligue 1 na última temporada, que deixou o rival Lille para se juntar ao plantel e chegou como bom nome de organização do meio-campo. Outro reforço proveniente do Porto foi o lateral Aly Cissokho, que assumiu a missão de tentar reformular a esquerda deixada por Fabio Grosso.

Mas, pessimismos à parte, o Lyon parece ter driblado as desconfianças ao começar a temporada com o pé direito: não só tem tido bom desempenho na Ligue 1, como apresentou bom futebol já na convincente classificação para a fase de grupos da LC, eliminando o Anderlecht. O estilo do argentino López foi bem aproveitado por Puel, que reforçou o sistema ofensivo, apostando em um 4-3-3 com forte marcação na saída de bola adversária.

O primeiro mês de competições não foi tarefa fácil, mas o elenco lionês segurou as pontas de maneira satisfatória, e tem time para brigar no Grupo E. Se disputar com o Liverpool pode estar fora do alcance do OL, a experiência do time em torneios europeus deve ser o toque fundamental para uma superação sobre a Fiorentina – já conhecida de fase de grupos – e o estreante Debrecen. Ao menos nisso os lioneses deram mais sorte que os compatriotas Bordeaux e Olympique de Marselha, e podem contar vantagem de uma chave menos concorrida.

Atropelado nas oitavas de final da edição anterior da LC pelo time que seria o campeão, o Barcelona, o OL teve tempo par absorver o baque e buscar a mudança. Ainda é cedo para avaliar o fôlego do leão francês no torneio europeu, mas as pegadas iniciais já e mostram mais firmes do que na última campanha lionesa.
 

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