Grupo E: Liverpool

Entre altos e baixos, destaques e algumas inexplicáveis derrotas, parece que o Liverpool está sempre “quase lá”. Porém, as chances podem ter cansado de chegar e serem desperdiçadas. A cada temporada, o que os Reds “consertam”, parece ser descompensado por um novo defeito – ou alguma falta de sorte – que surge em outro lugar.

Na chave da Liga das Campeões 2009/10, teoricamente, os desafios servirão apenas para “esquentar”: o Lyon já não é tem a mesma força de heptacampeão, e deve figurar na briga pela vice-liderança com a Fiorentina. O estreante Debrecen virá para cumprir com sua obrigação: fazer o menos feio possível em uma chave que tem grandes nomes do futebol europeu.

No entanto, o time de Anfield precisa de muito mais que uma campanha razoável para segurar outra vez a taça da Liga dos Campeões. É certo, enquanto Rafael Benítez contar com o talento e competência de Steven Gerrard no meio-campo e a conclusão de Fernando Torres à frente, a equipe pode ainda segurar bons resultados. Mas alternar bons e maus momentos, instáveis como uma estrutura de apenas duas bases, não será o suficiente para trazer o título continental.

Na janela de transferências, o Liverpool perdeu o volante Xabi Alonso e o lateral-direito Álvaro Arbeloa, que vinham bem entrosados na equipe, ambos para o Real Madrid. No entanto, chegaram Glen Johnson para a defesa, Alberto Aquilani para substituir Xabi, e o atacante Andrei Voronin, de volta de empréstimo. O grupo defensivo é sólido e se entende bem com o goleiro Pepe Reina, de muita qualidade, mas as laterais ainda são prejudicadas.

Na última campanha da Premier League, os Reds brigaram até as últimas rodadas para tentar impedir o que parecia inevitável: o tricampeonato do Manchester United. Com uma reação a algumas partidas do final, os pupilos do espanhol Benítez deram esperanças à fanática torcida liverpudliana. Mas nem tudo foram flores mais uma vez, e não só o Chelsea – rearranjado após a saída de Scolari e chegada de Guus Hiddink – encostou, como o triunfo dos Reds Devils não foi evitado.

Já na LC, a sorte não foi melhor para o Liverpool. A eliminação nas quartas de final pelo Chelsea foi uma derrota que até agora está entalada na garganta dos fãs. A esperança é que Benítez coloque todo o potencial dos Reds nos eixos para repetir o feito de 2005. Senão, o Liverpool precisará de muito mais sorte para um triunfo não só na Premier League, como também na Europa.
 

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Equipe Trivela

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